Violência sem fim: AHAC lembra vidas ceifadas por LGBTfobia no Acre

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Violência sem fim: AHAC lembra vidas ceifadas por LGBTfobia no Acre
Publicado em 10/12/2025 às 18:36

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 77 anos nesta quarta-feira (10) e a Associação de Homossexuais do Acre (AHAC) aproveita a data para reforçar que os princípios de dignidade, igualdade e respeito ainda não alcançam todas as pessoas. Para a entidade, o momento é de memória, luta e resistência, especialmente diante da realidade enfrentada pela população LGBTQIA+ no estado.

A AHAC relembra as pessoas LGBTQIA+ que perderam a vida nos últimos anos no Acre, vítimas de violência motivada por homofobia e transfobia. Muitos desses casos ganharam repercussão na imprensa e deixaram famílias, amigos e comunidades inteiras em luto.

“São histórias que foram interrompidas de forma brutal, vidas que deveriam estar aqui celebrando conosco”, destaca a associação.

De acordo com a entidade, 19 pessoas LGBTQIA+ foram assassinadas no Acre:

  • Adriano Araújo Lima
  • Aldemir Pereira de Andrade
  • Ana Hickmann
  • Elioney Linhares
  • Francisco Dantas
  • Gisalda Pereira da Costa
  • Jerremilson de Sousa Damasceno
  • Joseh Alexandre Leite Leitão
  • José Alciney Campos de Souza
  • Nilberto Monteiro
  • Raimundo de Oliveira Teodoro
  • Raimundo Nonato do N. Silva
  • Ranys de Araújo Sampaio
  • Rayssa Soares da Silva
  • Suelmo de Oliveira Lima
  • Uedson Valentim de Araújo
  • Wesley Aguiar
  • Wilian Aquino do Nascimento
  • Fernanda Machado

A associação alerta que o número pode ser ainda maior. Muitos crimes não são registrados como LGBTfobia e diversos casos sequer chegam ao conhecimento público por falta de denúncia ou investigação adequada.

Para a AHAC, isso evidencia a subnotificação e a invisibilidade que ainda marcam a violência contra pessoas LGBTQIA+ no Acre.

Além dos homicídios, a entidade ressalta que a violência se manifesta de várias outras formas: agressões, ameaças, discriminações, expulsões familiares e exclusão social.

“Cada nome representa um alerta para a urgência de políticas públicas de enfrentamento à LGBTfobia”, afirma a associação.

No aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a AHAC reforça que a defesa da vida e da dignidade deve ser compromisso permanente. “Lembrar essas vítimas é honrar suas memórias e reafirmar nossa luta por direitos, proteção e justiça”, conclui a entidade.