Um dos estudantes executados em Cobija é filho de político condenado por homicídio; saiba mais
Redação Notícia Imediata

A execução do jovem Breno Oliveira Tessinari, de 24 anos, ocorrida nesta quinta-feira (14) em Cobija, na Bolívia, traz à tona o histórico criminal de sua família. Breno é filho do ex-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa, o “Teio”, que foi condenado por homicídio exatamente uma semana antes da morte do filho. O crime contra o estudante aconteceu na fronteira com o Acre, onde o corpo foi localizado ao lado de outro jovem, identificado como Carlos Eduardo, em uma área de solo de terra no bairro El Castanhal.
O pai da vítima, Teio Tessinari, recebeu sua sentença no último dia 7 de maio pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. Ele foi condenado a 6 anos e nove meses de prisão pelo assassinato de Antônio Deuzimar Santiago da Silva, ocorrido em 2022. Na ocasião daquele crime, o ex-vereador chegou a fugir para a Bolívia — mesmo país onde o filho foi agora executado — e teve seu nome incluído na lista da Interpol antes de se entregar às autoridades brasileiras.
No cenário do crime atual, os corpos de Breno e Carlos Eduardo apresentavam diversas marcas de disparos de arma de fogo e foram encontrados próximos a um veículo. As autoridades bolivianas realizaram a perícia no local e removeram as vítimas para exames cadavéricos. Como a execução ocorreu em território estrangeiro, a investigação principal ficará a cargo da polícia da Bolívia, que busca entender a motivação e autoria do duplo homicídio.
A Polícia Civil do Acre, através da delegacia de Brasiléia, informou que acompanha o caso, embora ainda não exista um registro formal de boletim de ocorrência no Brasil. Enquanto a família de Breno reside em Capixaba (AC), os parentes da segunda vítima, Carlos Eduardo, dividem-se entre o interior do Acre e a capital de Rondônia, Porto Velho. A proximidade entre a condenação do pai e a morte do filho gera repercussão imediata na região de fronteira.
O histórico de Teio Tessinari envolve um crime cometido para garantir a impunidade de um furto de gado, onde a vítima, Antônio Deuzimar, foi morta em uma emboscada. Apesar de a defesa ter alegado legítima defesa, o júri condenou o ex-vereador, embora tenha descartado qualificadoras que poderiam aumentar a pena. Agora, apenas sete dias após o desfecho judicial de Teio, a família enfrenta o luto pela execução violenta de Breno em solo boliviano.
