Tião Bocalom paga R$ 23 mil mensal por aluguel de plaina comum que custa apenas R$ 600
Marcos Dione, do Notícia Imediata

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), está no centro de uma denúncia grave que coloca em xeque uma de suas frases mais famosas e repetidas em campanhas eleitorais: “Se não roubar, o dinheiro dá”. De acordo com informações do site O Seringal, a gestão municipal teria efetuado pagamentos exorbitantes pelo aluguel de equipamentos simples, levantando sérias suspeitas de superfaturamento e má gestão dos recursos públicos.
O caso específico que gerou indignação envolve o aluguel de uma ferramenta comum de marcenaria: uma plaina. Segundo a denúncia, a prefeitura teria pago o valor de R$ 23 mil pelo aluguel mensal de apenas uma unidade do equipamento. O que torna o dado ainda mais alarmante é o fato de que o valor de mercado para a compra de uma plaina similar é de aproximadamente R$ 600,00, evidenciando uma disparidade financeira injustificável.
A escala do gasto torna-se ainda mais robusta quando analisado o contrato total. Em um período de 12 meses, a locação de apenas quatro unidades dessas plainas custou aos cofres de Rio Branco o montante impressionante de R$ 1,1 milhão. Esse valor seria suficiente para adquirir centenas de equipamentos novos, mas foi destinado exclusivamente ao pagamento de aluguéis, gerando críticas sobre a eficiência e a moralidade da despesa.
A denúncia classifica o ato diretamente como corrupção, contrastando o discurso de austeridade de Bocalom com a realidade dos contratos assinados em sua administração. Para os críticos, a discrepância entre o preço de mercado do produto e o valor pago pela locação é uma prova clara de que o dinheiro público não está sendo gerido com o zelo prometido nas redes sociais e palanques.
Enquanto o prefeito utiliza o slogan de que a honestidade na gestão faz os recursos renderem, casos como o das plainas de R$ 23 mil sugerem o oposto. O episódio desgasta a imagem do gestor, especialmente no momento em que ele tenta viabilizar sua candidatura ao governo estadual, enfrentando resistências dentro de seu próprio partido e de outras legendas que agora usam esses dados como munição política.
Até o momento, a população aguarda esclarecimentos oficiais sobre a viabilidade técnica e econômica desse contrato. O episódio das “plainas de ouro” entra para a lista de polêmicas que o prefeito precisará explicar se quiser manter a credibilidade do seu bordão de campanha diante dos órgãos de controle e do eleitorado acreano.
