Sindicato dos Médicos pede punição exemplar a estudante da Ufac que chamou acreanos de ‘povo seboso’
Marcos Dione, do Notícia Imediata

O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) se manifestou oficialmente nesta quarta-feira, 10, em repúdio às declarações ofensivas publicadas nas redes sociais por Assúria Mesquita, estudante de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) e filha do secretário estadual de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita.
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Em nota pública, o sindicato classificou as postagens da jovem como “preconceituosas e ofensivas” ao povo acreano e cobrou a abertura de um procedimento rigoroso para apuração do caso. A entidade defende que, mesmo não exercendo ainda a profissão, a estudante deve responder por suas atitudes e que a punição seja exemplar, a fim de preservar os valores éticos da medicina.
“Na medicina não cabem ações ou discursos que possam atentar contra a vida e contra a dignidade humana”, afirmou a diretoria do Sindmed, citando ainda o Código de Ética Médica, que estabelece a profissão como um serviço à saúde humana e à coletividade, devendo ser exercida “sem discriminação de nenhuma natureza”.
As falas da estudante, que afirmam sentir “asco” de acreanos e classificam a população local como “sebosa”, repercutiram negativamente nas redes sociais, gerando indignação entre usuários, entidades e autoridades.
O Sindmed-AC reforçou o compromisso com a ética e a humanização na formação de futuros profissionais da saúde e cobrou providências por parte da universidade para proteger o nome da instituição e da categoria médica.
Veja a nota do Sindmed-AC na íntegra:
A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) vem a público manifestar repúdio a todas as postagens preconceituosas e ofensivas feitas pela estudante do curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), na rede social X. Rogamos a abertura de procedimento para que haja apuração rigorosa dos fatos, punindo de forma exemplar os atos que desrespeitam e mancham o bom nome da instituição de ensino. Na medicina não cabem ações ou discursos que possam atentar contra a vida e contra a dignidade humana. Embora esta pessoa que realizou ataques seja estudante de Medicina e, portanto, não esteja apta para o exercício da profissão, cabe elencar que o Código de Ética Médica, em seus Princípios Fundamentais, aponta que: “A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza.
A Diretoria do Sindmed-AC”.
