Sem ter grandes feitos a mostrar, Senador Petecão usa palhaço sem graça para anunciar pré-candidatura
Marcos Dione, do Notícia Imediata

O senador Sérgio Petecão (PSD) surpreendeu o cenário político acreano ao adotar uma estratégia no mínimo inusitada para oficializar sua pré-candidatura à reeleição. Em vez de focar em propostas ou reunir lideranças de peso em um ato solene, o parlamentar optou por convocar um “palhaço sem graça” para protagonizar o anúncio. A tática, que pretendia soar bem-humorada e popular, acabou gerando o efeito oposto, sendo amplamente recebida pelo público como uma apelação teatral e desgastada para tentar desviar a atenção dos reais problemas de seu mandato.
A encenação circense reflete a tentativa desesperada de um político que vê seu capital eleitoral derreter a cada pesquisa. Longe do carisma que já ostentou no passado, Petecão figura hoje como um dos pré-candidatos mais rejeitados do Acre. O eleitorado demonstra fadiga com o estilo baseado exclusivamente no assistencialismo de baixo clero e na política do “tapinha nas costas”, cobrando uma atuação legislativa mais robusta e resultados concretos que o senador não conseguiu entregar nos últimos anos.
Ao apelar para o ridículo em um momento que exige seriedade, o senador subestima a inteligência do cidadão acreano, que lida com graves crises de infraestrutura, isolamento e desemprego. A rejeição recorde apontada nos levantamentos recentes não é mero fruto de conjuntura, mas sim uma resposta direta à falta de propostas sólidas para o desenvolvimento do estado. O episódio do palhaço apenas reforça a percepção de que a pré-campanha de Petecão carece de conteúdo e sobram encenações vazias.
