Se Bocalom não fosse mentiroso e tivesse entregado as mil casas, não estaria preocupado com alagação

Redação Notícia Imediata

Se Bocalom não fosse mentiroso e tivesse entregado as mil casas, não estaria preocupado com alagação
Foto: Reprodução
Publicado em 27/12/2025 às 19:26

A fragilidade dessa narrativa torna-se ainda mais evidente quando confrontada com a crise sazonal que assola Rio Branco: as cheias do Rio Acre. Se a prefeitura tivesse, de fato, um programa habitacional dessa magnitude pronto para ser entregue, o drama das famílias que perdem tudo para as águas todos os anos seria drasticamente reduzido. A existência de mil casas prontas significaria o fim imediato do alojamento em escolas e ginásios, oferecendo uma solução digna para quem vive em áreas de risco.

O contraste entre o discurso das “mil casas” e a realidade das ruas é nítido durante o período de alagação. Enquanto o prefeito foca em anúncios grandiosos nas redes sociais, a Defesa Civil trabalha no limite para remover pessoas de zonas inundáveis que, teoricamente, já deveriam ter sido contempladas por projetos de moradia segura. A preocupação constante com a subida do nível do rio desmente a eficácia do plano habitacional alardeado, sugerindo que o déficit de moradias populares continua sendo uma ferida aberta na capital acreana.

Portanto, a promessa de Bocalom soa mais como uma peça de ficção política do que como um compromisso administrativo viável. Se a estrutura para entregar mil chaves em 24 horas existisse, o prefeito não estaria hoje monitorando o nível das águas com o receio de um colapso social. A verdade é que a propaganda das casas tenta esconder a incapacidade da gestão em resolver o problema estrutural das ocupações em áreas de várzea, deixando a população à mercê da próxima grande cheia.