Rio Acre mantém tendência de alta e atinge 14,71 metros em Rio Branco
Redação Notícia Imediata

O Rio Acre consolidou sua trajetória de elevação na manhã desta quinta-feira (22), atingindo a marca de 14,71 metros na medição oficial das 08h45. Com esse índice, o manancial já supera em 71 centímetros a cota de transbordamento, estabelecida em 14,00 metros para a capital. O cenário é de alerta máximo, uma vez que as águas começam a avançar sobre os bairros mais baixos e áreas historicamente vulneráveis de Rio Branco.
A maior preocupação das autoridades de monitoramento é a tendência de aumento para as próximas horas. Como o volume de chuvas registrado nas cabeceiras do Rio Acre, na região do Alto Acre, ainda está se deslocando em direção à capital, a previsão é que o nível continue subindo de forma gradual e constante ao longo do dia. Esse fluxo de água vindo de municípios vizinhos impede a estabilização imediata do nível do rio.
Diante do agravamento da situação, a Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros intensificaram as operações de socorro e monitoramento em áreas críticas como o bairro Taquari e a Baixada da Habitasa. Equipes de logística já estão posicionadas para realizar a retirada preventiva de famílias cujas residências estão na rota direta da inundação. O objetivo é garantir a segurança dos moradores antes que o acesso terrestre seja totalmente bloqueado pelas águas.
O governo e a prefeitura já iniciaram a ativação de abrigos públicos em escolas e parques de exposições para receber os desalojados. Além da assistência habitacional, as equipes de saúde alertam para os riscos de doenças transmitidas pela água de enchente, como a leptospirose, e recomendam que a população evite o contato direto com as áreas alagadas. A rede de assistência social também atua no cadastramento das famílias afetadas.
A população deve permanecer atenta aos boletins informativos divulgados a cada três horas pelos canais oficiais. Em caso de emergência ou necessidade de remoção imediata, a orientação é entrar em contato com a Defesa Civil pelo número 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193. A recomendação para quem vive em áreas de risco é organizar documentos e pertences essenciais com antecedência, antecipando-se à continuidade da subida do rio.
