Rio Acre dá sinal de trégua e apresenta leve vazante após susto na manhã desta segunda
Redação Notícia Imediata

Após um susto que colocou a Defesa Civil em alerta máximo, o Rio Acre apresentou os primeiros sinais de estabilização e leve vazante na capital acreana. De acordo com a medição oficial realizada às 12h45 desta segunda-feira (26), o manancial baixou para 12,86 metros, registrando uma redução de dois centímetros em relação à marca de 12,88 metros aferida duas horas antes.
A pequena variação, embora ainda modesta, interrompe a tendência de subida acelerada que vinha sendo registrada desde a madrugada. O aumento repentino foi provocado pelo forte temporal que despejou um grande volume de água sobre Rio Branco e seus afluentes diretos. Esse fenômeno de elevação rápida seguido de uma queda lenta é característico dos “repiquetes”, comuns nesta época de chuvas intensas na região amazônica.
Apesar da estabilização, a Defesa Civil Municipal mantém o estado de vigilância. O nível atual de 12,86 metros ainda é considerado elevado e mantém o rio perigosamente próximo da cota de alerta, que é de 13,50 metros. As equipes de monitoramento explicam que qualquer nova pancada de chuva nas cabeceiras ou no perímetro urbano pode reverter a vazante e provocar um novo repique em poucas horas.
Técnicos do órgão destacam que o solo na região já se encontra saturado pelas chuvas dos últimos dias, o que dificulta a absorção e acelera o escoamento direto para o leito do Rio Acre. Por isso, a redução de apenas dois centímetros não significa o fim do perigo, mas sim um momento de “respiração” do sistema hídrico enquanto as águas do temporal de domingo terminam de passar pela capital.
A preocupação agora se volta para as previsões meteorológicas. O Centro de Monitoramento continua acompanhando as manchas de chuva que podem atingir o Alto Acre, onde ficam as cidades de Assis Brasil, Brasileia e Xapuri. Caso ocorram chuvas fortes nessas localidades, a água pode levar entre 48 e 72 horas para chegar a Rio Branco, impactando novamente o nível na capital.
Para os moradores das áreas ribeirinhas, o alívio ainda é cauteloso. A prefeitura informou que mantém toda a logística de suporte pronta para ser acionada. Escolas e abrigos já foram mapeados caso a cota de alerta seja atingida. A recomendação para as famílias que residem em zonas de risco é que continuem monitorando a situação e evitem retornar para áreas onde a água já causou transtornos nos bueiros e igarapés.
O próximo boletim será emitido nas próximas horas e será fundamental para confirmar se a tendência de vazante se consolidará ou se o Rio Acre voltará a subir. A situação de 2026 reforça a necessidade de vigilância constante sobre as bacias hidrográficas, que respondem cada vez mais rápido aos eventos climáticos extremos.
