Presidente de escola de samba que homenageou Lula é réu por morte de menina de 11 anos

Redação Notícia Imediata

Presidente de escola de samba que homenageou Lula é réu por morte de menina de 11 anos
Publicado em 17/02/2026 às 14:14

O presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, figura como réu na Justiça do Rio de Janeiro pela morte de Raquel Antunes, de 11 anos. O caso, que tramita na 29ª Vara Criminal, voltou ao centro do debate público após a agremiação ganhar visibilidade nacional no Carnaval de 2026. O destaque recente deve-se ao enredo da escola em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tragédia ocorreu durante os desfiles de 2022, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Na ocasião, a menina Raquel foi prensada contra um poste por um carro alegórico que entrava em movimento na área de dispersão. Apesar de ter sido socorrida e submetida a cirurgias de emergência, incluindo a amputação de uma perna, a criança não resistiu aos ferimentos após dias de internação na UTI.

Na época do acidente, Palhares não estava apenas à frente de sua escola, mas exercia a presidência da Liga-RJ, entidade responsável pela organização dos desfiles da Série Ouro. Em razão das falhas de segurança identificadas no evento, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou oito pessoas por homicídio culposo, modalidade em que não há a intenção de matar.

A acusação sustentada pelo Ministério Público aponta que o evento apresentou deficiências graves no controle de áreas onde circulam veículos pesados. As investigações revelaram que crianças transitavam livremente próximas às alegorias, sem que houvesse barreiras físicas ou escoltas adequadas para garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes fatais.

Em sua defesa, conforme informações da revista Oeste, Wallace Palhares e os representantes da liga argumentam que a responsabilidade pelo isolamento das alegorias e pelo controle do espaço público não cabia à entidade. Eles sustentam que tais funções deveriam ter sido exercidas por órgãos municipais e outros operadores logísticos do evento no Rio de Janeiro.

Atualmente, o processo segue em fase de instrução judicial. Após audiências realizadas em 2025 para a oitiva de testemunhas e coleta de provas, a Justiça busca determinar o grau de responsabilidade individual de cada um dos denunciados. Enquanto isso, o caso permanece como um marco sensível sobre a segurança nos bastidores do Carnaval carioca.

Fonte: PaiPee BR

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