Polícia investiga se bebê foi queimada com água a 57°C em maternidade; técnica de enfermagem é investigada pelo Coren

Redação Notícia Imediata

Polícia investiga se bebê foi queimada com água a 57°C em maternidade; técnica de enfermagem é investigada pelo Coren
Publicado em 26/06/2025 às 18:37

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA) segue apurando as circunstâncias que levaram às graves lesões sofridas pela recém-nascida Aurora Maria Mesquita, após um banho na Maternidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. A principal linha de investigação aponta que a bebê pode ter sido queimada com água extremamente quente.

Segundo o delegado Vinícius Almeida, responsável pelo inquérito, perícia técnica identificou que a água da maternidade pode alcançar até 57°C, uma temperatura suficiente para causar queimaduras de segundo e terceiro grau em poucos segundos. “Testemunhas relataram que havia vapor e que a água estava visivelmente muito quente ao toque”, declarou o delegado.

Mãe alertou sobre a temperatura antes do banho

Depoimentos colhidos até o momento apontam que a mãe da bebê, Leide Mesquita, chegou a alertar a equipe da maternidade sobre a temperatura elevada da água. Ainda assim, o banho foi realizado.

Outro ponto crítico apurado é a falta de termômetros ou qualquer equipamento de medição, o que impedia um controle preciso da temperatura. A água era aquecida por chuveiro elétrico, sem sistema de segurança que evitasse superaquecimento.

Aurora havia recebido alta com laudo de saúde normal, mas logo após o banho apresentou lesões nos membros inferiores e precisou ser internada na UTI neonatal. Com o agravamento do quadro, foi transferida em UTI aérea para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, especializado em queimaduras graves.

Profissional afastada e investigação paralela

A técnica de enfermagem responsável pelo banho foi afastada preventivamente pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e deverá prestar depoimento nos próximos dias. O Conselho Regional de Enfermagem do Acre (Coren-AC) também abriu um procedimento de apuração para analisar possíveis falhas na conduta profissional e na estrutura da unidade de saúde.

O caso gerou grande repercussão pública e mobilização nas redes sociais. A família da bebê cobra justiça e responsabilização dos envolvidos. A Sesacre informou que acompanha o caso com prioridade.

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