Polêmica política derruba show e Zezé Di Camargo perde contrato de R$ 500 mil com Prefeitura

Redação Notícia Imediata

Polêmica política derruba show e Zezé Di Camargo perde contrato de R$ 500 mil com Prefeitura
Publicado em 16/12/2025 às 6:37

O cantor sertanejo Zezé Di Camargo viu seu show na cidade de São José do Egito, Pernambuco, ser cancelado pela prefeitura local após se envolver em uma nova polêmica de cunho político. A apresentação, que fazia parte da tradicional Festa de Reis em janeiro e seria custeada com verba federal, tinha um cachê estipulado em R$ 500 mil. A decisão municipal ocorreu em meio à grande repercussão das declarações do artista, que criticou publicamente o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o canal de televisão SBT por recebê-lo.

A controvérsia ganhou força nas redes sociais após Zezé Di Camargo usar suas plataformas para atacar o SBT por ter convidado Lula para o lançamento do novo canal de notícias da emissora. O cantor afirmou que a atitude do canal estava desalinhada com o pensamento do fundador, Silvio Santos, e chegou a pedir que um especial de Natal com sua participação fosse retirado da programação. O timing das críticas, direcionadas ao governo federal e à figura do presidente, chamou atenção, já que o show cancelado seria financiado, direta ou indiretamente, com recursos públicos federais.

Diante do intenso debate e da pressão popular, que questionava a moralidade de um artista criticar o governo enquanto recebia um vultoso cachê pago com dinheiro público, a Prefeitura de São José do Egito se manifestou. Em nota oficial, o município comunicou o cancelamento do contrato. A prefeitura enfatizou que a cidade “não é espaço para plantar discórdias nem para alimentar falsas especulações” e destacou a necessidade de respeitar a comunidade local e o ambiente festivo.

Este episódio não é isolado na carreira recente do artista. Em outubro, Zezé Di Camargo já havia gerado controvérsia ao exibir uma camiseta pedindo anistia para os presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, durante um show em Porto Belo, Santa Catarina, que também foi pago por uma prefeitura com recursos públicos. O histórico recente intensificou o debate sobre o uso de verbas municipais para financiar cachês de artistas que manifestam posições políticas controversas e polarizadoras.

O cancelamento em São José do Egito serve como um forte lembrete das consequências que a exposição política de um artista pode gerar em seus contratos com o poder público. O caso coloca em evidência a delicada intersecção entre a liberdade de expressão individual e o financiamento de eventos culturais com dinheiro público, especialmente em contextos de alta polarização política.