Perpétua Almeida destaca salto de 391% no valor da produção de café e anuncia novas indústrias no Acre
Redação Notícia Imediata

A diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, trouxe dados otimistas sobre o setor agrícola acreano nesta quarta-feira (21). Segundo ela, a implementação do Complexo Industrial do Café do Juruá gerou um salto de 79% na renda dos agricultores da região. Emocionada, a gestora compartilhou o impacto social da medida em suas redes sociais: “Eu me arrepio inteira, porque isso é dinheiro circulando. Isso é economia. Quando a indústria chega, chega o emprego. Quando o emprego chega, chega a renda”, afirmou.
Para a diretora, o crescimento financeiro é o motor principal para a transformação da realidade das famílias rurais. Ela pontuou que o incremento nos ganhos permite o acesso a bens de consumo e serviços que antes estavam fora do alcance dos produtores. “As pessoas passam a comprar aquilo que elas não tinham. O dinheiro passa a dar para a vida delas. Quando aumenta e melhora a renda das pessoas, a vida melhora”, completou Perpétua, enfatizando que o avanço significa, acima de tudo, dignidade.
Os indicadores econômicos do estado ratificam o otimismo da ABDI com o setor cafeeiro. O Valor Bruto de Produção (VBP) do café no Acre experimentou uma ascensão meteórica, saltando de R$ 28,3 milhões em 2019 para impressionantes R$ 139,1 milhões em 2025. Esse crescimento de mais de 391% demonstra o potencial de escala que a industrialização trouxe para a cultura do café no Vale do Juruá e em outras regiões produtoras.
Perpétua Almeida fez questão de humanizar as estatísticas, explicando que o montante bilionário se traduz em melhorias práticas no cotidiano do campo. Segundo ela, esse capital “virou cimento para a reforma da casa, virou a moto nova, virou a faculdade do filho”. A diretora defende que o Complexo do Café do Juruá é a prova de que a industrialização é o caminho mais curto para transformar crescimento econômico em justiça social.
Aproveitando o balanço positivo, a diretora anunciou a expansão da rede industrial no estado com novos aportes financeiros. Foram garantidos R$ 14,7 milhões para a construção de dois novos complexos industriais nos municípios de Capixaba e Acrelândia, em uma parceria estratégica com a Cooperacre. O objetivo é replicar o modelo de sucesso do Juruá em outras bacias produtivas do Acre, fortalecendo a economia regional.
Além das novas unidades, a estrutura já existente em Cruzeiro do Sul receberá reforços. Em janeiro, a ABDI destinou R$ 5 milhões para a ampliação do complexo local, prevendo a instalação de modernos secadores e descascadores de café. Somando-se aos R$ 15 milhões já investidos na edificação inicial, o projeto consolida um polo tecnológico capaz de processar a produção de centenas de famílias com maior eficiência.
Recentemente, Perpétua também oficializou a ordem de serviço para mais uma unidade de processamento no Vale do Juruá, orçada em R$ 5 milhões. Com os canteiros de obras em atividade, a expectativa da agência é que o Acre se firme como uma potência industrial agrícola na Amazônia. “Ansiosa para ver essas novas indústrias de pé, gerando emprego e renda para a nossa gente”, concluiu a diretora.
