Pastor condenado por matar a segunda esposa recebe pena de 50 anos de prisão no Acre
Redação Notícia Imediata

O pastor Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, foi condenado nesta terça-feira (9) a 50 anos, oito meses e 13 dias de prisão pelo assassinato da esposa Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, em Capixaba, no interior do Acre. Esta é a segunda mulher morta pelo pastor, que já havia sido condenado há quase 25 anos por outro feminicídio.
O julgamento, realizado por júri popular, reconheceu o crime de feminicídio e também lesão corporal cometida contra o filho de Auriscléia, de 14 anos, e contra um cunhado da vítima.
Crime brutal na zona rural
Auriscléia foi morta em junho deste ano na Comunidade Campo Alegre, zona rural de Capixaba. De acordo com o processo, o pastor atacou a esposa com diversos golpes de facão, desferindo ferimentos também no adolescente, que tentou defender a mãe.
A acusação referente ao menino foi reclassificada pela Justiça, que excluiu a tentativa de homicídio e manteve somente a lesão corporal. Santiago foi defendido pela Defensoria Pública, que não costuma se manifestar sobre casos individuais.
Dosimetria da pena
Segundo a sentença, Santiago recebeu as seguintes penas:
- Feminicídio – 45 anos de reclusão, considerando a extrema crueldade do crime, a impossibilidade de defesa da vítima, a reincidência em homicídio qualificado, o planejamento prévio e a motivação baseada em ciúme e sentimento de posse. O fato de o crime ter ocorrido na presença do filho menor também agravou a pena.
- Lesão corporal – 5 anos, 8 meses e 13 dias de reclusão por golpear o adolescente com um facão na cabeça.
- Lesão corporal leve – 4 meses e 3 dias de detenção pelo ataque ao cunhado da vítima.
A Justiça também determinou que o condenado pague indenização de 10 salários mínimos às vítimas. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
Reincidência: pastor já havia matado outra mulher
A condenação atual marca a segunda vez que Santiago é responsabilizado por matar uma mulher.
Em 2000, ele foi condenado pela morte de Silene de Oliveira Marcílio, que foi estuprada e assassinada em 3 de setembro daquele ano, na zona rural de Senador Guiomard. Pelo crime, recebeu pena de 27 anos de prisão — 19 pelo homicídio e 8 pelo estupro — mas cumpriu apenas seis anos em regime fechado, migrando depois para o regime semiaberto por bom comportamento.
Com informações do G1
