Número de pessoas mortas pela polícia caiu de 15 para 10 em um ano no Acre, aponta levantamento
Redação Notícia Imediata

O Acre registrou uma queda de 33,33% no número de mortes provocadas por intervenção de agentes do Estado em 2024, em comparação com o ano anterior. Os dados são do Mapa da Violência, com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número de casos caiu de 15 para 10, e a taxa de letalidade policial passou de 1,71 para 1,14 morte por 100 mil habitantes.
Em 2023, das 15 vítimas fatais registradas no estado, 14 eram homens e uma mulher. Já em 2024, todas as mortes envolviam pessoas do sexo masculino. A redução acompanha a tendência nacional de diminuição no uso letal da força por parte das forças de segurança pública.
Em nível nacional, o Brasil contabilizou 6.134 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2024 — uma redução de 4,02% em relação a 2023, quando foram registrados 6.391 casos. A taxa nacional também caiu, passando de 3,02 para 2,89 mortes por 100 mil habitantes. Esse é o quarto ano consecutivo de queda nos índices: 3,14 em 2021, 3,06 em 2022 e 3,02 em 2023.
Mesmo com a diminuição, o país ainda registra, em média, 17 mortes por dia em ações envolvendo agentes do Estado. Esses casos são legalmente enquadrados no Código Penal como “morte por intervenção de agente do Estado”, previstas como excludente de ilicitude quando ocorrem em legítima defesa ou no estrito cumprimento do dever legal.
A Região Norte, onde está localizado o Acre, apresentou a maior taxa de letalidade policial em 2024, com 4,56 mortes por 100 mil habitantes. O Centro-Oeste vem em seguida, com 4,07. Já a Região Sul teve a menor taxa, com 1,66. Em números absolutos, o Nordeste liderou o ranking, com 2.281 casos, enquanto o Sul teve o menor volume, com 518 registros.
