No Quinari, prefeita Rosana Gomes sob risco de prisão por suposto assédio eleitoral em favor do filho

Marcos Dione, do Notícia Imediata

No Quinari, prefeita Rosana Gomes sob risco de prisão por suposto assédio eleitoral em favor do filho
Publicado em 07/03/2026 às 20:03

A prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, enfrenta um cenário político e jurídico cada vez mais conturbado. Além do desafio de viabilizar a candidatura do filho, Paulo Eduardo Gomes, para uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a gestora agora está sob os holofotes devido a graves denúncias de assédio eleitoral. O caso, que começa a ganhar corpo nos bastidores da “Capital do Amendoim”, pode resultar em implicações criminais severas para a chefe do Executivo municipal.

Informações que circulam na região indicam que Paulo Eduardo Gomes já está sendo apresentado formalmente como o candidato oficial do grupo político da mãe. No entanto, o que deveria ser uma articulação democrática teria se transformado, segundo relatos, em uma ferramenta de coerção dentro da máquina pública. A estratégia de promoção do herdeiro político estaria ultrapassando os limites da legalidade, gerando desconforto e medo entre os servidores municipais.

O ponto mais crítico das denúncias aponta para uma suposta política de retaliação contra aqueles que não demonstrarem apoio irrestrito à candidatura de Paulo Eduardo. Servidores da prefeitura de Senador Guiomard relatam, sob condição de anonimato, que circula um ultimato claro nos corredores do poder: quem não votar ou não se engajar na campanha do filho da prefeita corre o risco iminente de perder o emprego. A ameaça de exoneração estaria sendo usada como moeda de troca para garantir votos.

Vale destacar que a influência política da família Gomes não se restringe ao Acre. Rosana Gomes possui outro filho, Otávio, que já exerce carreira política no interior de São Paulo, consolidando a tradição da família em ocupar cargos eletivos em diferentes regiões do país. No entanto, o método utilizado para tentar emplacar Paulo Eduardo no cenário acreano pode comprometer o legado da matriarca e atrair a atenção rigorosa do Ministério Público Eleitoral.

O assédio eleitoral é considerado uma prática abusiva que fere diretamente a liberdade de voto e o princípio da impessoalidade na administração pública. Juristas alertam que a utilização do cargo público para constranger subordinados a votar em determinados candidatos configura crime eleitoral e improbidade administrativa. Caso as investigações confirmem as denúncias de “voto ou demissão”, a prefeita Rosana Gomes poderá enfrentar não apenas a perda do mandato, mas também uma condenação que prevê pena de prisão.

Enquanto a campanha se aproxima, a gestão de Senador Guiomard permanece sob vigilância. O desfecho dessa crise poderá definir não apenas o futuro político de Paulo Eduardo Gomes, mas também servir como um marco no combate ao coronelismo no ambiente público estadual. Até o momento, a prefeitura não se manifestou oficialmente sobre as acusações, mas o clima de tensão entre os trabalhadores da municipalidade é evidente e deve pautar os próximos capítulos da disputa eleitoral no Quinari.