Mais de 110 mil acreanos deixaram o estado, aponta IBGE; número cresceu 57% em 12 anos

Redação

Mais de 110 mil acreanos deixaram o estado, aponta IBGE; número cresceu 57% em 12 anos
Publicado em 03/07/2025 às 18:01

O Acre registrou um expressivo aumento no número de moradores que deixaram o estado ao longo da última década. É o que revelam os dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (27). Segundo o levantamento, 110,5 mil acreanos vivem atualmente em outros estados brasileiros, o que representa um crescimento de 57% em comparação com o Censo de 2010, quando 70,6 mil pessoas nascidas no Acre haviam migrado.

Com uma população total de 827 mil habitantes em 2022, o número de acreanos natos chegou a 755,3 mil, o equivalente a 91,3% da população. A diferença corresponde a um saldo migratório negativo, resultado de 71,7 mil pessoas que vieram de fora para o estado (imigrantes) e 110,5 mil que saíram (emigrantes), gerando uma taxa líquida de migração de -4,48%.

Para onde estão indo os acreanos que deixam o estado?

A maioria segue rumo a estados da própria Região Norte. Cerca de 60 mil emigrantes acreanos (56% do total) migraram para Rondônia (27,2%), Amazonas (24,5%) e Pará. Também se destacam como destinos a Região Centro-Oeste, com 15% dos emigrantes, além das Regiões Sul (11%) e Sudeste (10,4%).

Em contraste com o fluxo migratório histórico que, no passado, atraiu nordestinos ao território acreano, apenas 7,1% dos que deixaram o estado foram para o Nordeste.

Os cinco estados que mais receberam pessoas nascidas no Acre, segundo o Censo 2022, foram:

  • Rondônia (27,2%)
  • Amazonas (24,5%)
  • Mato Grosso (6,3%)
  • Santa Catarina (6,1%)
  • São Paulo (5,7%)

Quem chega ao Acre

Entre os 71,7 mil imigrantes que se mudaram para o estado, o Amazonas lidera como estado de origem (38,8%), seguido por Rondônia (12,9%), Paraná (7,3%) e Ceará (6,2%).

O levantamento mostra não apenas o deslocamento populacional crescente, mas também revela padrões migratórios que indicam novas dinâmicas sociais e econômicas para o Acre e seus vizinhos.

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