Mailza proíbe público de chegar próximo dela e população sente falta de Gladson

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Mailza proíbe público de chegar próximo dela e população sente falta de Gladson
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Publicado em 15/06/2026 às 21:01

O cenário político do Acre vive um contraste evidente na transição de estilos entre o Palácio Rio Branco e as ruas. Enquanto o ex-governador Gladson Cameli construiu sua trajetória marcada pela extrema popularidade e por um magnetismo pessoal que o colocava sempre no meio da multidão, abraçando, ouvindo e quebrando protocolos para estar perto do cidadão comum, a atual gestão parece caminhar no sentido oposto. Aquela espontaneidade que definia o corpo a corpo com o eleitorado acreano deu lugar a uma postura rígida e distante sob o comando de Mailza Assis.

Atualmente, a imagem de uma liderança acessível foi substituída por um forte cordão de isolamento. A equipe que assessora Mailza Assis tem atuado como uma verdadeira muralha, impedindo que a população se aproxime da governadora em agendas públicas. Relatos frequentes apontam que o cidadão comum, que antes encontrava facilidade para entregar uma demanda ou trocar uma palavra com o chefe do Executivo, hoje esbarra em filtros severos e no excesso de zelo dos assessores, que blindam a gestora de qualquer contato direto e genuíno.

Essa estratégia de blindagem cria um paradoxo perigoso, especialmente para quem busca viabilizar um projeto eleitoral e se consolidar nas urnas. Ao contrário de Gladson, que usava o calor humano e a presença física nas comunidades como seu principal combustível político, a equipe de Mailza adota uma postura burocrática que afasta o eleitor. Isolar a governadora do povo não a protege das críticas; pelo contrário, transmite uma mensagem de inacessibilidade e indiferença que ecoa de forma muito negativa no estado.

A comparação com o governo anterior torna-se inevitável e prejudicial para a atual gestão. O acreano se acostumou com um governante que recusava o “salto alto” e fazia questão de furar bloqueios para apertar a mão do trabalhador. Quando a assessoria de Mailza Assis decide quem pode e quem não pode chegar perto dela, ela não está apenas organizando um evento, mas sim cavando um fosso entre o gabinete e a realidade das ruas, transformando a liderança máxima do Acre em uma figura distante.

Para quem almeja o voto e o reconhecimento popular, o isolamento é o pior caminho. O povo do Acre valoriza o olho no olho e o respeito ao diálogo aberto, características que consagraram a liderança de Cameli. Se Mailza Assis pretende de fato conquistar a confiança do eleitorado, sua equipe precisará entender, o quanto antes, que a verdadeira segurança de um político não vem do tamanho do seu cerco de seguranças, mas sim da proximidade e da empatia com o povo que ele deseja governar.