Lula inclui Rio Branco no ‘Gás do Povo’ enquanto gestão Bocalom prioriza ideologia e perseguição

Clara Agnes, do Notícia Imediata

Lula inclui Rio Branco no ‘Gás do Povo’ enquanto gestão Bocalom prioriza ideologia e perseguição
Publicado em 24/01/2026 às 0:23

Em um contraste direto de prioridades administrativas, o governo do presidente Lula anunciou a inclusão de Rio Branco na segunda etapa do programa federal Gás do Povo. A iniciativa garante a recarga gratuita do botijão de 13kg para famílias de baixa renda, beneficiando diretamente 25.308 famílias na capital acreana. Enquanto o governo federal foca em políticas de segurança alimentar para os mais vulneráveis, a gestão do prefeito Tião Bocalom (PL) segue sob críticas por priorizar agendas ideológicas e retaliações políticas.

A chegada do benefício federal ocorre em um momento em que a assistência social do município é questionada. Recentemente, o secretário da pasta, João Marcos Luz, abandonou a cidade em meio ao alerta de alagações para participar de uma caminhada bolsonarista em Brasília, com total apoio de Bocalom. Enquanto o braço direito do prefeito se afastava de suas obrigações locais por pautas de anistia, o governo federal estrutura a rede de revendedoras credenciadas que, a partir de 26 de janeiro, passará a atender a população carente de Rio Branco.

A operacionalização do programa federal em Rio Branco será feita por meio de revendedoras habilitadas, permitindo que os beneficiários do Bolsa Família realizem a troca gratuita do botijão. Para ter direito, a família deve possuir renda per capita de até meio salário mínimo e manter o Cadastro Único atualizado. A medida é um alento para milhares de acreanos que, em muitos casos, viram o suporte municipal ser negligenciado em favor de viagens políticas e discursos ideológicos nas redes sociais do prefeito.

A estratégia de Bocalom de usar o erário para privilegiar aliados e punir jornais independentes fere o princípio da impessoalidade e prejudica o acesso à informação. Ao ignorar o alcance de portais como o Notícia Imediata, o prefeito acaba dificultando que informações institucionais e de utilidade pública cheguem a todas as camadas da sociedade. A gestão municipal parece mais preocupada em sustentar uma bolha comunicacional do que em dar suporte às ações que combatem a fome nas periferias.

Enquanto a prefeitura se perde em disputas judiciais contra a imprensa e manifestações em Brasília, o governo federal projeta que o Gás do Povo atinja todos os municípios brasileiros até março, alcançando 15 milhões de famílias. Em Rio Branco, a consulta sobre a elegibilidade e os pontos de troca já pode ser feita pelo aplicativo Meu Social, evidenciando uma estrutura de atendimento que independe da vontade política ou dos caprichos do gabinete do prefeito local.

O cenário em Rio Branco revela um abismo administrativo: de um lado, a inclusão em programas de transferência direta de renda e insumos básicos; do outro, uma prefeitura que escolhe “inimigos” na imprensa e defende o abandono de postos de trabalho por questões partidárias. O anúncio do programa federal reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa sobre como os recursos públicos — sejam eles federais ou municipais — estão sendo geridos para o real benefício do povo acreano, longe de perseguições e vaidades políticas.