Jovem que morreu em acidente na Amadeo Barbosa era pintor e teria bebido antes de pilotar moto

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Jovem que morreu em acidente na Amadeo Barbosa era pintor e teria bebido antes de pilotar moto
Publicado em 23/01/2026 às 11:06

A madrugada desta sexta-feira (23) foi marcada por um grave acidente que interrompeu precocemente a vida do jovem Paulo Henrique Soares Paiva, de 21 anos, que trabalhava como pintor de residências. O acidente aconteceu na Avenida Amadeo Barbosa, quando o rapaz retornava de um encontro com amigos, deixando familiares e conhecidos em estado de choque com a brutalidade do ocorrido.

Momentos antes da tragédia, Paulo participava de uma confraternização descontraída. Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o clima era de alegria, mas houve o consumo de bebidas alcoólicas por parte do jovem. De forma inesperada, ele decidiu encerrar sua participação no evento e anunciou que voltaria para casa, no bairro Santo Afonso.

Preocupados com o estado do amigo, os presentes tentaram intervir para garantir sua segurança. Um dos colegas chegou a se oferecer para pilotar a motocicleta de Paulo e levá-lo até a residência onde ele morava com os pais. No entanto, o pintor recusou a ajuda, insistindo que tinha condições de dirigir, e montou em sua Yamaha Fazer 150 de cor branca.

Ao seguir avenida testemunhas relataram que a motocicleta transitava em alta velocidade. A combinação do excesso de velocidade com os reflexos comprometidos pelo álcool impediu que o jovem percebesse a aproximação de uma rotatória no trajeto, impossibilitando qualquer tentativa de frenagem ou desvio.

O impacto da colisão foi devastador. Ao atingir o obstáculo, a força da inércia fez com que Paulo Henrique fosse arremessado por uma distância aproximada de 20 metros. A trajetória da queda terminou de forma violenta contra um poste de iluminação pública, causando traumas severos que tornaram o acidente fatal de imediato.

Equipes de emergência foram acionadas, mas, ao chegarem ao local, puderam apenas constatar o óbito do trabalhador. A Polícia Militar isolou a área para que a perícia técnica realizasse os procedimentos de praxe, enquanto o veículo, bastante danificado, permanecia na via como um memento da gravidade da batida.

O episódio serve como um alerta doloroso sobre a importância de ouvir os conselhos de amigos e sobre os perigos mortais da mistura entre álcool e direção. Paulo Henrique, que dedicava seus dias à pintura de imóveis na capital, deixa um vazio imenso para seus pais e uma lição amarga sobre a fragilidade da vida no trânsito.