Inaugurada mas sem uso: unidade de saúde do Cadeia Velha segue de portas fechadas por falta de equipamentos

Redação Notícia Imediata

Inaugurada mas sem uso: unidade de saúde do Cadeia Velha segue de portas fechadas por falta de equipamentos
Posto de Saúde do Cadeia Velha foi reformado, mas não funciona
Publicado em 20/01/2026 às 14:14

Moradores do bairro Cadeia Velha, em Rio Branco, enfrentam uma situação de frustração após a inauguração oficial de uma nova unidade de saúde na comunidade. Embora o prédio esteja concluído e a cerimônia de entrega tenha ocorrido com presença de autoridades, o local permanece sem prestar atendimento à população. O motivo, segundo relatos de quem vive na região, é a ausência total de equipamentos e mobiliário básico para o funcionamento clínico.

A estrutura física, que deveria desafogar o atendimento em outras regionais da capital, tornou-se um “elefante branco” no coração do bairro. Quem passa em frente à unidade percebe que o prédio está finalizado, com pintura nova e fachada instalada, mas o interior permanece vazio. Sem macas, cadeiras de espera, computadores ou instrumentos médicos, a equipe de saúde não tem como ser alocada para iniciar os trabalhos de consulta e vacinação.

Para a comunidade local, a demora é sinônimo de descaso com o dinheiro público. Muitos pacientes, incluindo idosos e gestantes, precisam se deslocar para bairros distantes ou enfrentar filas em unidades já superlotadas para conseguir atendimento básico. A expectativa gerada pela inauguração deu lugar à indignação, já que a estrutura pronta não cumpre sua função social de garantir o acesso à saúde primária.

Lideranças comunitárias afirmam que a falta de planejamento na transição entre a obra física e a equipagem da unidade é o principal entrave. De acordo com informações obtidas no local, o processo de licitação para a compra dos materiais necessários teria sofrido atrasos, o que impediu que o posto de saúde abrisse as portas simultaneamente à entrega da obra.

Além da falta de assistência médica, o prédio fechado gera outras preocupações para a vizinhança. Unidades públicas desocupadas tornam-se alvos fáceis para o vandalismo e o desgaste precoce da estrutura. Moradores temem que, até que os equipamentos cheguem, o local precise de novos reparos devido ao abandono temporário e à falta de segurança ostensiva.

Em resposta às cobranças, as autoridades de saúde do município alegam que estão trabalhando para agilizar a entrega do mobiliário. No entanto, ainda não há um cronograma oficial divulgado para que a unidade da Cadeia Velha comece, de fato, a realizar os primeiros agendamentos. Enquanto isso, as portas seguem trancadas e o investimento público permanece sem retorno prático para os cidadãos.

A situação no bairro Cadeia Velha acende um alerta sobre a gestão de obras públicas no estado. A entrega de prédios sem a devida infraestrutura operacional tem se tornado uma queixa recorrente, evidenciando a necessidade de uma fiscalização mais rígosa. A população agora aguarda que a inauguração festiva se transforme em serviço efetivo, garantindo que o direito constitucional à saúde saia do papel.

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