Inaugurada mas sem uso: unidade de saúde do Cadeia Velha segue de portas fechadas por falta de equipamentos
Redação Notícia Imediata

Moradores do bairro Cadeia Velha, em Rio Branco, enfrentam uma situação de frustração após a inauguração oficial de uma nova unidade de saúde na comunidade. Embora o prédio esteja concluído e a cerimônia de entrega tenha ocorrido com presença de autoridades, o local permanece sem prestar atendimento à população. O motivo, segundo relatos de quem vive na região, é a ausência total de equipamentos e mobiliário básico para o funcionamento clínico.
A estrutura física, que deveria desafogar o atendimento em outras regionais da capital, tornou-se um “elefante branco” no coração do bairro. Quem passa em frente à unidade percebe que o prédio está finalizado, com pintura nova e fachada instalada, mas o interior permanece vazio. Sem macas, cadeiras de espera, computadores ou instrumentos médicos, a equipe de saúde não tem como ser alocada para iniciar os trabalhos de consulta e vacinação.
Para a comunidade local, a demora é sinônimo de descaso com o dinheiro público. Muitos pacientes, incluindo idosos e gestantes, precisam se deslocar para bairros distantes ou enfrentar filas em unidades já superlotadas para conseguir atendimento básico. A expectativa gerada pela inauguração deu lugar à indignação, já que a estrutura pronta não cumpre sua função social de garantir o acesso à saúde primária.
Lideranças comunitárias afirmam que a falta de planejamento na transição entre a obra física e a equipagem da unidade é o principal entrave. De acordo com informações obtidas no local, o processo de licitação para a compra dos materiais necessários teria sofrido atrasos, o que impediu que o posto de saúde abrisse as portas simultaneamente à entrega da obra.
Além da falta de assistência médica, o prédio fechado gera outras preocupações para a vizinhança. Unidades públicas desocupadas tornam-se alvos fáceis para o vandalismo e o desgaste precoce da estrutura. Moradores temem que, até que os equipamentos cheguem, o local precise de novos reparos devido ao abandono temporário e à falta de segurança ostensiva.
Em resposta às cobranças, as autoridades de saúde do município alegam que estão trabalhando para agilizar a entrega do mobiliário. No entanto, ainda não há um cronograma oficial divulgado para que a unidade da Cadeia Velha comece, de fato, a realizar os primeiros agendamentos. Enquanto isso, as portas seguem trancadas e o investimento público permanece sem retorno prático para os cidadãos.
A situação no bairro Cadeia Velha acende um alerta sobre a gestão de obras públicas no estado. A entrega de prédios sem a devida infraestrutura operacional tem se tornado uma queixa recorrente, evidenciando a necessidade de uma fiscalização mais rígosa. A população agora aguarda que a inauguração festiva se transforme em serviço efetivo, garantindo que o direito constitucional à saúde saia do papel.
