Homem encontrado morto em seringal no interior do Acre pode ter sido vítima de ataque de onça
Redação Notícia Imediata

O corpo de Ramilde Souza dos Santos, de 45 anos, conhecido popularmente como “Rames”, foi encontrado na manhã de segunda-feira (19) em uma área de difícil acesso na comunidade Oriente, região do Rio Purus, zona rural de Sena Madureira, interior do Acre. O trabalhador estava desaparecido há 17 dias, gerando angústia em familiares e amigos que realizavam buscas incessantes pela localidade desde o início do mês de janeiro.
De acordo com informações da família, Ramilde foi visto pela última vez no dia 3 de janeiro, por volta das 14h, quando saiu de casa afirmando que iria para um seringal da região. Como ele possuía experiência na mata, o seu não retorno imediato causou estranheza, o que motivou o início das procuras por conta própria pelos moradores locais antes mesmo da confirmação da tragédia.
A descoberta do corpo foi feita por voluntários que participavam das buscas e, devido ao tempo transcorrido desde o desaparecimento, os restos mortais já se encontravam em avançado estado de decomposição. A cena foi isolada pela Polícia Militar logo após a confirmação do achado, aguardando a chegada dos peritos do Departamento de Polícia Técnica Científica (DPTC) para os procedimentos legais.
A principal linha de investigação sugere que Ramilde pode ter sido vítima de um ataque fatal por animal silvestre, possivelmente uma onça. A suspeita ganha força diante do cenário em que a vítima foi encontrada e da probabilidade de o homem ter se perdido na vegetação fechada, ficando exposto a predadores naturais da floresta amazônica durante o período noturno.
Especialistas acreditam que, ao perder o rumo de casa, o trabalhador teria tentado encontrar o caminho de volta em um horário de alta atividade de felinos de grande porte. Na região do Rio Purus, o avistamento de onças-pintadas e pardas é comum, e o isolamento da vítima na mata pode ter facilitado o encontro trágico com o animal, que costuma atacar quando se sente ameaçado ou em busca de presas.
Após a perícia no local, o corpo foi encaminhado para exames detalhados que devem confirmar a causa exata da morte. O laudo técnico será fundamental para esclarecer se as marcas no corpo são, de fato, provenientes de mordeduras ou garras de predadores, descartando outras hipóteses e trazendo um fechamento para o inquérito aberto pela Polícia Civil de Sena Madureira.
O caso acendeu um alerta entre os moradores das comunidades rurais e ribeirinhas do Acre sobre os perigos reais de adentrar a floresta de forma isolada. O luto pela morte de “Rames” é acompanhado pelo medo da presença de animais perigosos nas proximidades dos seringais, reforçando a necessidade de cautela redobrada para quem vive e trabalha nas zonas de mata fechada do estado.
