Guaritas desativadas expõem fragilidade no Complexo Penitenciário de Rio Branco e aumentam risco de novas fugas

Redação Notícia Imediata

Guaritas desativadas expõem fragilidade no Complexo Penitenciário de Rio Branco e aumentam risco de novas fugas
Publicado em 30/07/2025 às 12:02

A fragilidade na estrutura de segurança do Complexo Penitenciário de Rio Branco, que abriga o Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro e o Francisco de Oliveira Conde, voltou a ser alvo de preocupação. Antigas denúncias sobre guaritas desativadas ganham novo peso após recentes episódios de fuga no local.

Localizadas próximas à área conhecida como “Fazendinha”, duas torres de vigilância do complexo estão sem funcionamento adequado. Uma delas está sem escada de acesso há mais de um ano, enquanto a outra, apesar de contar com uma estrutura improvisada, também permanece inativa. Por essa mesma região, ocorreram duas fugas, uma em junho, com nove detentos, e outra mais recente, com cinco, parte dos quais ainda não foram recapturados.

Atualmente, o complexo conta com 11 guaritas, mas segundo relatos de policiais penais, apenas três estariam ativas. A maioria permanece sem qualquer presença de vigilância, e em algumas, sequer há janelas ou iluminação, o que compromete completamente o monitoramento externo, especialmente durante a noite.

Além da precariedade nas estruturas, há uma carência crítica de pessoal. A categoria há anos denuncia o déficit no efetivo, e a situação deve piorar com a saída de 102 policiais penais provisórios. A previsão é de que menos de 80 novos agentes sejam chamados para repor a equipe.

As condições denunciadas já foram formalmente apresentadas ao Ministério Público, mas até o momento não houve retorno. Enquanto isso, cresce a sensação de insegurança tanto entre os servidores quanto na população, diante da possibilidade real de novas evasões em um sistema penal visivelmente vulnerável.

Com informações de Rose Lima