Gestão sob pressão: reprovação de Tião Bocalom chega aos 55% em Rio Branco, mostra pesquisa

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Gestão sob pressão: reprovação de Tião Bocalom chega aos 55% em Rio Branco, mostra pesquisa
Publicado em 30/12/2025 às 13:03

A gestão do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), atravessa seu período de maior fragilidade política, conforme aponta o mais recente levantamento da consultoria AtlasIntel. Com um índice de reprovação que atingiu a marca de 55%, o prefeito figura entre os gestores de capitais com pior avaliação no país. O número reflete um distanciamento crescente entre o discurso oficial da prefeitura e a percepção de qualidade de vida dos moradores da capital acreana.

O desgaste da imagem de Bocalom é alimentado por um histórico de promessas consideradas “mirabolantes” que não se concretizaram na prática. Projetos de grande impacto anunciados com entusiasmo pela gestão esbarram na falta de execução técnica, gerando frustração no eleitorado. Essa desconexão é agravada por uma postura institucional frequentemente criticada pela falta de diálogo com setores estratégicos e por declarações que ignoram a complexidade dos problemas urbanos.

No cotidiano da cidade, o transporte coletivo aparece como uma das feridas abertas da administração. O péssimo serviço oferecido à população, marcado por veículos precários e baixa frequência de rotas, tem gerado um isolamento geográfico e econômico para as periferias. A crise na mobilidade urbana tornou-se o símbolo de uma gestão que, apesar das promessas de modernização, não consegue garantir o direito básico de deslocamento com dignidade.

A infraestrutura e a saúde básica também compõem o quadro de abandono relatado pelos cidadãos. Ruas esburacadas e a falta de saneamento básico em diversos bairros contrastam com a propaganda governamental, enquanto as unidades de saúde municipais sofrem com a carência de insumos e profissionais. A sensação de precariedade nos serviços essenciais é o fator determinante para que a maioria da população rejeite a continuidade do modelo atual de governança.

Diante desse cenário, a alta reprovação na AtlasIntel coloca Tião Bocalom em uma posição defensiva a pouco tempo de novos desafios eleitorais. Sem uma mudança drástica na zeladoria da cidade e na entrega de resultados concretos, a gestão corre o risco de ver sua desaprovação aumentar ainda mais. O desafio agora é transformar a inércia em ação, sob pena de deixar um legado de promessas vazias e uma capital estagnada em problemas estruturais históricos.