Falta de professores mediadores revolta mães em Plácido de Castro; situação é ainda mais grave em Vila Campinas
Marcos Dione, do Notícia Imediata

Moradores de Plácido de Castro, especialmente do Distrito de Vila Campinas, têm denunciado a falta de professores mediadores nas escolas da rede municipal. A ausência desses profissionais tem afetado diretamente alunos com deficiência ou com necessidades educacionais específicas, que dependem do apoio pedagógico individualizado para acompanhar o conteúdo em sala de aula.
A situação tem causado indignação entre mães de estudantes, que se sentem desamparadas e acusam a gestão do prefeito Camilo Silva (PP) de negligência. “Nos prometeram que teriam mediadores neste ano, mas até agora nada. Meu filho precisa de acompanhamento e está sendo excluído dentro da sala de aula”, disse uma das mães, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
A figura do professor mediador é essencial para garantir a inclusão e a permanência dos alunos com deficiência na escola. Sem esse suporte, muitas crianças ficam à margem do processo educacional, o que contraria diretrizes nacionais da educação inclusiva e representa um retrocesso nos direitos conquistados por esses estudantes.
O problema, segundo relatos, não é novo, mas tem se agravado em 2025, especialmente nas escolas da zona rural. Em Vila Campinas, distrito mais populoso de Plácido de Castro, há casos de estudantes que não frequentam mais a escola por falta de acompanhamento adequado.
A revolta das mães também se deve ao fato de o próprio prefeito Camilo Silva ser professor de formação. “Ele sabe da importância do mediador na vida dessas crianças. É uma decepção ver um educador agir com tanto descaso com a educação”, desabafou outra moradora.
Enquanto isso, mães seguem mobilizadas, organizando abaixo-assinados e buscando apoio do Ministério Público para que o direito à educação inclusiva de seus filhos seja respeitado. A comunidade cobra medidas urgentes do poder público para sanar o problema.
