Falta de médicos gera longas filas e revolta na UPA do Segundo Distrito em Rio Branco
Redação Notícia Imediata

Pacientes que buscaram socorro médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, em Rio Branco, enfrentam um cenário de caos e espera prolongada neste sábado (27). A principal reclamação dos usuários é a morosidade no fluxo de consultas, que tem gerado aglomeração na recepção da unidade. Relatos indicam que pessoas com dores intensas e sintomas graves aguardam por horas sem qualquer previsão de acolhimento.
A crise no atendimento é motivada, segundo denúncias dos próprios pacientes, pelo número reduzido de profissionais em plantão. Informações colhidas no local apontam que apenas dois médicos estão disponíveis para atender a alta demanda de toda a regional do Segundo Distrito. O contingente é considerado insuficiente para a rotatividade necessária em uma unidade de urgência e emergência, especialmente em um dia de fluxo intenso como o sábado.
Imagens enviadas à reportagem mostram a sala de espera lotada, com idosos e crianças aguardando em condições desconfortáveis. A indignação tomou conta de quem precisa de assistência, com relatos de que a triagem, embora realizada, não resulta em encaminhamento célere para o consultório. “Estamos abandonados, parece que não há gestão para organizar a escala de profissionais num dia tão crítico”, desabafou um acompanhante.
A superlotação das UPAs em Rio Branco tem se tornado um problema crônico, exacerbado pelo fechamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos finais de semana. Sem a opção dos postos de bairro, a população sobrecarrega as unidades de pronto atendimento, que acabam operando acima da capacidade técnica quando a escala de médicos não está completa ou é insuficiente para o volume de pacientes.
Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) não emitiu uma nota oficial esclarecendo o motivo da ausência de mais profissionais no plantão deste sábado. O espaço segue aberto para que a administração da UPA do Segundo Distrito se manifeste sobre as medidas que serão adotadas para normalizar o fluxo de atendimento e reduzir o sofrimento dos cidadãos que aguardam por socorro.
