Exonerado após acusações de assédio, pastor Paulo Machado é nomeado novamente por Tião Bocalom

Redação Notícia Imediata

Exonerado após acusações de assédio, pastor Paulo Machado é nomeado novamente por Tião Bocalom
Publicado em 05/05/2025 às 14:57

Após meses de silêncio e polêmicas envolvendo denúncias de assédio e atritos internos em sua gestão, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), voltou a nomear o pastor Paulo Machado, ex-secretário adjunto de Educação. A nomeação, publicada nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial do Estado, garante a ele o posto de secretário adjunto para Projetos Especiais na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra).

A decisão chama atenção por reacender um capítulo turbulento da atual gestão. Paulo Machado deixou a Secretaria Municipal de Educação (Seme) sob forte desgaste, após ser acusado por servidores de práticas de assédio moral e perseguição ideológica. À época, o ambiente descrito por trabalhadores da pasta era de medo e repressão, o que motivou denúncias públicas e críticas de ex-colegas de gestão — incluindo a então secretária titular, Nabiha Bestene.

O retorno de Paulo ao alto escalão municipal evidencia uma postura recorrente de Bocalom: ignorar desgastes públicos e manter aliados próximos em cargos de confiança, mesmo diante de graves acusações. Para muitos, a estratégia foi esperar o tempo passar e “deixar a poeira baixar” antes de reposicionar o pastor em outro setor da administração.

Durante sua passagem pela Seme, Paulo chegou a acumular o cargo de secretário interino e protagonizou um embate interno com Nabiha, que o acusou de ser “leva e traz” e minar o trabalho técnico da pasta. O desentendimento culminou na saída de ambos da Educação, com a entrada do vice-prefeito Alysson Bestene — sobrinho de Nabiha — no comando da secretaria.

A reaproximação entre Bocalom e o pastor acusado de assédio reacende questionamentos sobre os critérios da atual gestão para nomeações em cargos estratégicos, especialmente num momento em que a prefeitura enfrenta críticas por falta de diálogo com servidores e por decisões consideradas autoritárias.

A nomeação ainda não foi comentada oficialmente pela prefeitura, mas nos bastidores, aliados do prefeito dizem que se trata de um “resgate de confiança” com um antigo parceiro político e religioso.