Dois anos após queda de avião no Acre, investigação sobre tragédia que matou 12 pessoas segue sem conclusão
Redação Notícia Imediata

Dois anos se passaram desde o trágico acidente aéreo ocorrido em 29 de outubro de 2023, que vitimou 12 pessoas após a queda de uma aeronave de pequeno porte logo após decolar do Aeroporto Internacional de Rio Branco. Até hoje, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não concluiu o relatório final sobre as causas da tragédia.
O avião, um Cessna Caravan de matrícula PT-MEE, pertencente à empresa A.R.T. Táxi Aéreo, havia decolado com destino ao município de Envira, no Amazonas, quando caiu em uma área de mata a menos de um quilômetro da pista de decolagem. A aeronave explodiu logo após o impacto, e nenhum dos ocupantes sobreviveu.
Entre as vítimas estavam dez passageiros e dois tripulantes, incluindo uma criança de apenas 1 ano e 7 meses. O impacto e o incêndio que se seguiu deixaram os corpos carbonizados, tornando o processo de identificação longo e delicado, sendo necessário o uso de exames de DNA realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com informações atualizadas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), a apuração do caso está 60% concluída. Em um ano, o avanço foi de apenas 5%. O Cenipa informou que ainda está analisando fatores como falhas técnicas, condições meteorológicas, manutenção da aeronave e desempenho da tripulação.
O órgão ressaltou que não há prazo definido para a conclusão do relatório, já que cada investigação depende da complexidade do caso. O objetivo, segundo o Cenipa, é apontar fatores contribuintes e propor medidas de prevenção, sem buscar culpados.
A tragédia de 2023 é considerada o maior acidente aéreo registrado no Acre nas últimas duas décadas, desde a queda de um avião da Rico Linhas Aéreas em 2002, que matou 23 pessoas.
Famílias das vítimas ainda aguardam respostas definitivas e cobram agilidade nas investigações. Enquanto isso, o caso segue como um dos episódios mais marcantes da aviação regional e um símbolo da luta por mais segurança nos voos da Amazônia.
