Dois anos após queda de avião no Acre, investigação sobre tragédia que matou 12 pessoas segue sem conclusão

Redação Notícia Imediata

Dois anos após queda de avião no Acre, investigação sobre tragédia que matou 12 pessoas segue sem conclusão
Publicado em 29/10/2025 às 14:27

Dois anos se passaram desde o trágico acidente aéreo ocorrido em 29 de outubro de 2023, que vitimou 12 pessoas após a queda de uma aeronave de pequeno porte logo após decolar do Aeroporto Internacional de Rio Branco. Até hoje, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não concluiu o relatório final sobre as causas da tragédia.

O avião, um Cessna Caravan de matrícula PT-MEE, pertencente à empresa A.R.T. Táxi Aéreo, havia decolado com destino ao município de Envira, no Amazonas, quando caiu em uma área de mata a menos de um quilômetro da pista de decolagem. A aeronave explodiu logo após o impacto, e nenhum dos ocupantes sobreviveu.

Entre as vítimas estavam dez passageiros e dois tripulantes, incluindo uma criança de apenas 1 ano e 7 meses. O impacto e o incêndio que se seguiu deixaram os corpos carbonizados, tornando o processo de identificação longo e delicado, sendo necessário o uso de exames de DNA realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com informações atualizadas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), a apuração do caso está 60% concluída. Em um ano, o avanço foi de apenas 5%. O Cenipa informou que ainda está analisando fatores como falhas técnicas, condições meteorológicas, manutenção da aeronave e desempenho da tripulação.

O órgão ressaltou que não há prazo definido para a conclusão do relatório, já que cada investigação depende da complexidade do caso. O objetivo, segundo o Cenipa, é apontar fatores contribuintes e propor medidas de prevenção, sem buscar culpados.

A tragédia de 2023 é considerada o maior acidente aéreo registrado no Acre nas últimas duas décadas, desde a queda de um avião da Rico Linhas Aéreas em 2002, que matou 23 pessoas.

Famílias das vítimas ainda aguardam respostas definitivas e cobram agilidade nas investigações. Enquanto isso, o caso segue como um dos episódios mais marcantes da aviação regional e um símbolo da luta por mais segurança nos voos da Amazônia.