Defesa Civil rebate críticas sobre falta de notificações em celulares: “Sistema opera normalmente”
Marcos Dione, do Notícia Imediata

A recorrência de chuvas intensas e o transbordamento do Rio Acre no final de 2025 e neste início de ano têm gerado um clima de apreensão em Rio Branco. Diante do risco iminente de enxurradas, muitos moradores passaram a questionar por que não receberam notificações em seus smartphones através do sistema “Defesa Civil Alerta”. A ferramenta, que deveria avisar a população diretamente sobre riscos de desastres, tem sido alvo de cobranças por parte de quem se sente vulnerável.
Em resposta às críticas, o Capitão Oliveira, diretor executivo da Defesa Civil Estadual, explicou que o sistema está operando perfeitamente, mas possui critérios rígidos de acionamento. Segundo ele, as notificações automáticas são enviadas apenas em situações de perigo extremo. “O alerta que vai para os celulares da população são alertas extremos e severos no momento em que nós, enquanto Defesa Civil Estadual e as defesas civis municipais, analisamos e verificamos o nível de desastre”, esclareceu o capitão.

A autoridade destacou que a decisão de não disparar o alerta invasivo visa proteger o estado emocional da população e evitar o pânico. “Como há muita vulnerabilidade na população, a questão da sensibilidade a gente faz avaliação. Os desastres últimos que nós enfrentamos agora em dezembro de 2025 e agora no início de janeiro, esses desastres eles ainda não chegaram a um nível extremo, ao nível severo”, afirmou Oliveira, pontuando que as elevações do rio têm sido graduais.
Para situações de menor gravidade, a Defesa Civil Estadual orienta que o cidadão tome a iniciativa de se cadastrar em um serviço complementar. De acordo com o capitão, já foram emitidos cerca de quatro alertas de atenção este ano, mas eles só alcançam quem seguiu o protocolo de cadastro. “Necessita-se que a população faça um cadastro no seu celular para que possa recebê-los, porque foram alertas de atenção; atenção para grandes precipitações”, reforçou o diretor.
No âmbito operacional, o Tenente-Coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, detalhou como as instituições se dividem para garantir a segurança. Ele explicou que, enquanto o Estado cuida da parte administrativa e do suporte federal, o município atua na ponta. “A Defesa Civil Municipal ela faz o operacional, o direto que está em campo, que está com as famílias, que está com as pessoas removendo pessoas, abrigando, fazendo todo esse atendimento”, relatou Falcão.

Falcão também ressaltou a importância da sintonia entre os entes para que o sistema de alertas seja alimentado com dados reais do terreno. “A gente precisa estar em comunicação permanente para que a Defesa Civil Estadual possa ter o subsídio necessário para acionar o governo federal e aí emitir alertas naqueles locais que há necessidade de alertar”, explicou o coordenador municipal, evidenciando o trabalho conjunto das equipes.
Apesar do sentimento de insegurança relatado por alguns moradores, os órgãos de controle asseguram que o monitoramento é ininterrupto e que os sistemas estão prontos para agir se a situação piorar. A recomendação final das autoridades é que a população busque os canais oficiais de cadastro e siga rigorosamente as orientações de segurança em caso de novas notificações, mantendo-se sempre vigilante às mudanças no nível do rio.
