Coordenador gaiato da UPA que humilhou paciente idosa será punido, garante diretora

Redação Notícia Imediata

Coordenador gaiato da UPA que humilhou paciente idosa será punido, garante diretora
Publicado em 09/04/2026 às 13:58

O coordenador plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco, acusado de tratar de forma agressiva uma idosa de 67 anos, será devidamente punido pelo ocorrido. A gerente da unidade, Dora Vitorino, confirmou que o servidor já foi identificado e que medidas administrativas rigorosas estão sendo tomadas. Segundo a gestora, as providências para aplicar as sanções cabíveis foram iniciadas imediatamente após ela tomar conhecimento do caso, reforçando que tal conduta é injustificável.

O episódio de desrespeito veio à tona após a denúncia de Gilmar Pismel, genro da paciente. Ele relatou que a família buscava apenas orientações sobre exames médicos quando foi confrontada pelo coordenador. Dora Vitorino lamentou profundamente a situação, classificando-a como “um mal-entendido e uma infelicidade de uma pessoa deixar que isso acontecesse”. A gerente destacou ainda que, no momento do incidente, a unidade não apresentava alta demanda de pacientes, o que torna a agressividade do funcionário ainda menos compreensível.

Em sinal de respeito à vítima, a administração da UPA informou que entrará em contato direto com a idosa para formalizar um pedido de desculpas. A gestora fez questão de enfatizar que o comportamento do coordenador é um caso isolado e não condiz com as diretrizes da instituição. “Isso não vai mais acontecer e essa não é a forma de trabalhar, eu trabalho pautada na humanização”, afirmou Dora, buscando assegurar à comunidade que a ética profissional será preservada.

O conflito teve início devido a uma confusão no agendamento de retorno médico. A médica que solicitou os exames da idosa havia orientado que o retorno fosse exclusivo com ela, mas a profissional não estava de plantão quando a família compareceu pela primeira vez. Ao retornarem na quinta-feira (9) e serem atendidos por outra médica, os familiares foram orientados a buscar a coordenação para resolver a pendência dos exames, momento em que ocorreu a abordagem hostil pelo servidor.

De acordo com o relato de Gilmar ao portal ac24horas, a agressividade do coordenador foi gratuita e autoritária, chegando a proferir frases como “quem manda aqui sou eu”. Com a identificação oficial do responsável e a promessa de punição por parte da gerência, espera-se que o caso sirva de exemplo para garantir um atendimento digno aos cidadãos, especialmente aos idosos, que gozam de proteção prioritária por lei.

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