Confusão no Pronto Socorro deixa três pessoas baleadas e policial espancado; saiba o que aconteceu

Redação Notícia Imediata

Confusão no Pronto Socorro deixa três pessoas baleadas e policial espancado; saiba o que aconteceu
Publicado em 20/12/2025 às 8:09

Uma confusão generalizada no pátio do Pronto-Socorro de Rio Branco, na noite desta sexta-feira (19), terminou com três homens baleados e três policiais militares agredidos. O incidente, que transformou a unidade de saúde em cenário de violência, mobilizou diversas guarnições da Polícia Militar e investigadores da Polícia Civil para conter o tumulto e iniciar as apurações.

O conflito teve origem no ambulatório da unidade, quando um casal buscou atendimento para uma criança. Devido às normas hospitalares, que permitem apenas um acompanhante por paciente, iniciou-se uma discussão entre os pais. Diante da recusa do homem em sair, o médico plantonista solicitou o apoio da segurança privada para conduzi-lo até a área externa do hospital.

A situação agravou-se no pátio, onde familiares do casal já aguardavam e passaram a protestar contra a retirada do homem. Com o aumento da tensão e a ocorrência de ameaças, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para intervir. No entanto, ao chegarem ao local, os três policiais foram cercados e atacados pelo grupo de familiares insatisfeitos.

Durante o confronto físico, os policiais foram alvo de socos e golpes de capacete na cabeça. Segundo os relatos oficiais, os agressores tentaram tomar a arma de fogo de um dos militares. Para repelir a agressão e manter a integridade da equipe, um soldado reagiu disparando quatro vezes, atingindo Diego Araújo da Silva, Leandro Araújo da Silva e Raimundo Felipe da Silva Ghellere.

Imediatamente após os disparos, o reforço policial chegou à unidade, contendo os envolvidos e efetuando a prisão de uma mulher no local. Os três feridos, atingidos no abdômen e nas pernas, foram prontamente levados pelos funcionários do hospital para a sala de trauma, onde receberam os primeiros socorros e permaneceram sob cuidados médicos.

Agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil realizaram os levantamentos preliminares e a perícia técnica no pátio do Pronto-Socorro. O caso agora segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá apurar as responsabilidades pelas agressões aos agentes públicos e as circunstâncias dos disparos efetuados.