Bocalom promete pela 6ª vez comprar ônibus e se engasga ao vivo na TV

Redação Notícia Imediata

Bocalom promete pela 6ª vez comprar ônibus e se engasga ao vivo na TV
Publicado em 15/02/2026 às 12:17

Em uma cena que misturou tensão e reiteração política, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), protagonizou um momento dramático durante entrevista ao jornalista Astério Moreira, na TV Gazeta, na última sexta-feira. Ao tentar sustentar, pela sexta vez consecutiva, a promessa de que irá comprar novos ônibus para a capital, o gestor sofreu um forte engasgo diante das câmeras. O incidente foi tão severo que o prefeito pareceu perder o fôlego por alguns instantes, interrompendo bruscamente o raciocínio enquanto lutava para se recuperar ao vivo.

O susto ocorreu justamente no momento em que Bocalom detalhava o novo alvo de suas promessas: a aquisição de dois ônibus de turismo, sendo um destinado à Secretaria de Cultura e outro à de Esportes. A dificuldade física do prefeito em concluir a frase foi interpretada por críticos como um reflexo simbólico de uma narrativa que já não encontra sustentação. Sem apresentar prazos concretos ou processos de licitação finalizados, o anúncio de veículos de luxo soou desconectado da crise que assola o transporte coletivo comum da cidade.

Esta é a sexta vez que o atual prefeito utiliza o espaço da mídia para anunciar a renovação da frota, uma estratégia que já caiu no descrédito de grande parte da população. O “engasgo” de Bocalom não foi apenas físico; foi o travamento de um discurso que se repete exaustivamente sem que o passageiro sinta a mudança na parada de ônibus. A insistência em prometer o que ainda não entregou transformou o episódio na TV Gazeta em um dos momentos mais comentados — e criticados — da semana política no Acre.

Enquanto o prefeito se recuperava do mal-estar no estúdio, a pergunta que pairava entre os telespectadores era sobre as prioridades da gestão. Ao focar em ônibus de turismo para pastas específicas, Bocalom ignora o sucateamento das linhas que atendem os bairros periféricos. A falta de novos coletivos nas ruas contrasta com o otimismo de seus anúncios, criando um abismo entre o que é dito no ar-condicionado da televisão e a realidade enfrentada pelo cidadão que espera o transporte sob o sol ou a chuva.

O episódio na TV Gazeta encerrou-se com um clima de constrangimento e preocupação com a saúde do gestor, mas deixou um rastro de ironia política. Para os adversários e usuários do sistema, o engasgo de Bocalom foi a prova visual de uma gestão que se asfixia em suas próprias palavras. Sem ônibus novos circulando e com promessas acumuladas, o prefeito segue tentando convencer o eleitorado de que, desta vez, o compromisso sairá do papel.