“Asco de acreanos”: estudante de medicina da Ufac destila preconceito na internet e vira alvo de revolta

Marcos Dione, do Notícia Imediata

“Asco de acreanos”: estudante de medicina da Ufac destila preconceito na internet e vira alvo de revolta
Foto: Redes Sociais
Publicado em 09/04/2025 às 21:02

Uma estudante de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), identificada nas redes sociais como Assúria N., tornou-se alvo de críticas nesta quarta-feira (9) após publicar uma série de comentários ofensivos ao povo acreano em sua conta no X (antigo Twitter). As postagens foram feitas durante a madrugada e rapidamente ganharam repercussão entre usuários da plataforma.

Nas publicações, feitas em perfil público, a jovem utiliza termos considerados pejorativos para se referir aos acreanos. Em uma das mensagens, ela afirma: “A coisa que mais amo no meu namorado é que ele não é acreano, pois tenho asco de acreanos. Se Deus quiser, eu nunca mais vou precisar olhar para esse povo tão seboso (infelizmente não posso falar mais porque vou parecer preconceituosa)”.

Em outro comentário, a estudante menciona um episódio no restaurante universitário da instituição. “O maior elogio que recebi na vida foi quando a tia do RU perguntou se eu era de fora. Ou seja, ela me achou bonita e diferente o bastante para não ter nascido no ‘Acril’”, escreveu, utilizando um termo pejorativo para se referir ao Acre.

Ainda na mesma sequência de postagens, Assúria fez referência a outra mulher, dizendo: “Acabei de ver uma menina tão bonita que nem parece que é acreana”. Em uma publicação posterior, ela reforça o descontentamento com o estado: “Odeio tanto essa roça. Quando me formar, vou estudar tanto para passar numa residência que seja bem longe desse umbral e poder ser feliz sem ter acreanos estragando meu dia”.

As publicações geraram forte reação de internautas, que classificaram os comentários como preconceituosos, xenofóbicos e incompatíveis com a postura esperada de uma estudante da área da saúde.

Até o momento, a Universidade Federal do Acre não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Procurada pela reportagem, a instituição ainda não respondeu se tomará medidas em relação à conduta da estudante. Também não conseguimos contato com a jovem.

O episódio reacende debates sobre responsabilidade nas redes sociais, ética profissional e o preconceito regional enfrentado por populações de estados da região Norte.

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