Após perder patrocínio, Vasco-AC paga pouco mais de um salário mínimo ao goleiro Bruno

Redação Notícia Imediata

Após perder patrocínio, Vasco-AC paga pouco mais de um salário mínimo ao goleiro Bruno
Publicado em 20/02/2026 às 19:00

O técnico do Vasco-AC, Eric Rodrigues, decidiu quebrar o silêncio para estancar as especulações que inflamavam as redes sociais sobre o custo da contratação do goleiro Bruno Fernandes. Em declaração ao portal A GAZETA nesta quinta-feira (19/2), o treinador foi categórico ao afirmar que o salário mensal do atleta é de exatamente R$ 1.500,00. O anúncio visa desmentir boatos que sugeriam uma remuneração de R$ 15 mil, valor considerado astronômico para os padrões atuais do futebol acreano, especialmente diante da crise de imagem que o clube atravessa.

A revelação do baixo salário surge em um momento financeiro delicado para o “Almirante”, que acaba de sofrer o rompimento do contrato de patrocínio com a rede Arasuper. Com a saída do principal investidor, o clube precisou vir a público demonstrar austeridade para justificar a permanência do elenco e as escolhas da diretoria. Ao fixar o valor em pouco mais de um salário mínimo, Eric Rodrigues tenta reduzir a percepção de que o clube estaria priorizando o investimento em um jogador com histórico criminal pesado em detrimento de outras necessidades institucionais.

“Não procede. O salário dele no contrato assinado com o clube é R$ 1.500”, declarou Rodrigues, buscando dar transparência à contabilidade do Vasco-AC. O treinador reforçou que o contrato segue estritamente o que foi registrado e que as cifras ventiladas na internet faziam parte de uma narrativa distorcida. A tentativa de transparência ocorre após uma onda de críticas de torcedores e movimentos sociais, que questionavam como o clube financiaria uma contratação de impacto após perder sua maior fonte de renda privada.

A estratégia do clube parece ser a de apresentar Bruno como uma “contratação de risco e baixo custo”, tentando desviar o foco do impacto moral para a viabilidade financeira. Entretanto, o valor modesto não diminuiu o tom das críticas externas, já que, para muitos opositores, o problema não reside no valor do holerite, mas no simbolismo da presença do goleiro no futebol estadual. A prestação de contas do técnico Eric Rodrigues é um reflexo direto da pressão exercida pelo mercado e pela opinião pública sobre o destino de cada centavo dentro do clube.

Agora, com o orçamento reduzido e a folha salarial exposta, o Vasco-AC tenta se reorganizar para o restante da temporada sob o olhar atento da comunidade acreana. A exposição do salário de R$ 1.500 coloca Bruno Fernandes em um patamar financeiro de jogador iniciante, o que contrasta com sua fama nacional, mas evidencia a realidade de um clube que luta para sobreviver após o isolamento comercial. Se a transparência financeira será suficiente para acalmar os ânimos dos críticos ou atrair novos investidores, ainda é uma incógnita para o futuro do time na capital.

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