Após bairro receber o ‘Centro POP’, moradores do Castelo Branco convivem com uso de crack e furtos de fiação elétrica
Redação Notícia Imediata

A recente transferência do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) para o bairro Castelo Branco, em Rio Branco, trouxe uma série de transtornos para moradores da região. Desde a mudança, populares denunciam o aumento da presença de dependentes químicos, que passaram a usar drogas em plena luz do dia nas vias públicas e a realizar furtos de fiação elétrica e objetos de residências e comércios.
Segundo relatos, a situação tem causado medo, insegurança e prejuízos constantes. “A gente entende que essas pessoas precisam de ajuda, mas simplesmente colocaram o centro aqui e abandonaram a população do bairro. Agora convivemos com cenas de uso de crack, brigas, invasões e o medo diário de ter algo furtado”, desabafa uma moradora que prefere não se identificar.
O Centro POP é um serviço da assistência social que oferece apoio a pessoas em situação de rua, com acesso a banho, alimentação, atendimento psicológico e encaminhamentos a outras políticas públicas. No entanto, moradores afirmam que a estrutura sozinha, sem um trabalho articulado com a segurança pública e o controle de acesso ao prédio, tem provocado o efeito contrário ao esperado.
Com a presença constante de usuários de drogas em esquinas e calçadas, muitos comerciantes do entorno relatam queda no movimento e aumento nos gastos com reparos e segurança. “Só neste mês já tive que refazer a fiação do meu ponto comercial duas vezes. Os cabos somem de madrugada, e a gente fica no prejuízo”, afirma um lojista da área.
Os casos de furto, principalmente de cabos de energia, têm sido recorrentes, afetando o fornecimento elétrico de residências e a iluminação pública em diversas ruas. Em algumas noites, trechos inteiros ficam às escuras, aumentando ainda mais o clima de insegurança.
A comunidade cobra uma resposta urgente das autoridades. Os moradores pedem reforço no policiamento, um plano de contenção para os efeitos da mudança do Centro POP e maior fiscalização do local.
