Alysson deve repassar mais verba pública para Ricco em vez de contratar nova empresa para o transporte coletivo

Redação Notícia Imediata

Alysson deve repassar mais verba pública para Ricco em vez de contratar nova empresa para o transporte coletivo
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Publicado em 22/04/2026 às 13:53

A capital acreana amanheceu sob o caos de uma paralisação total do transporte coletivo, evidenciando o colapso de um sistema que parece não encontrar saída. Diante da cidade travada, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, tomou uma decisão que gerou indignação em diversos setores da sociedade: em vez de buscar uma alternativa definitiva ou abrir processo de caducidade do contrato, optou por mais um repasse de verba pública para a Ricco Transportes. A medida é vista como uma rendição à pressão exercida pela concessionária, que interrompeu os serviços alegando falta de liquidez.

A decisão de Bestene de manter o vínculo com a atual empresa ignora um histórico alarmante de irregularidades. A Ricco Transportes opera hoje com uma frota visivelmente sucateada, acumulando reclamações diárias de passageiros sobre veículos quebrados e falta de segurança. Ao injetar mais dinheiro público em uma estrutura comprovadamente ineficiente, a gestão municipal sinaliza uma resistência em realizar uma nova licitação ou contratar emergencialmente uma empresa que tenha capacidade técnica para atender à população.

Além do descaso com o passageiro, a empresa enfrenta graves acusações no âmbito legal e trabalhista. Relatos de funcionários e representantes sindicais apontam que a Ricco não vem recolhendo os direitos básicos dos trabalhadores, como FGTS e previdência, além de atrasar pagamentos que motivaram a atual greve. O repasse autorizado pela prefeitura, portanto, soa como um “balão de oxigênio” para uma empresa que descumpre sistematicamente a legislação vigente, sem garantias de que os valores serão revertidos em melhorias reais.

Especialistas e parlamentares de oposição criticam a falta de pulso da administração municipal. Para muitos, a estratégia de realizar aportes financeiros pontuais não resolve o problema estrutural e apenas adia um colapso ainda maior. “É dinheiro público sendo jogado em um ralo de má gestão”, afirmam críticos da atual política de subsídios, que veem na manutenção da Ricco um prejuízo direto aos cofres do município e à dignidade de quem depende do ônibus para trabalhar ou estudar.

Enquanto a prefeitura se recusa a buscar uma nova empresa, os moradores de Rio Branco seguem reféns de um sistema precário. O novo aporte financeiro pode garantir a volta temporária dos ônibus às ruas, mas não apaga a sensação de insegurança jurídica e operacional que ronda o transporte coletivo. Sem uma reforma profunda e o cumprimento rigoroso da lei, a capital continuará vivendo ciclos de paralisações, onde a corda sempre estoura no lado mais fraco: o do trabalhador e o do usuário.