Advogado preso com meio kg de maconha da pura ontem já está livre, leve e solto
Redação Notícia Imediata

O advogado André Gil Afonso Pereira, de 47 anos, foi posto em liberdade provisória nesta segunda-feira (13) após passar por audiência de custódia em Rio Branco. O profissional havia sido preso em flagrante na tarde de domingo (12), sob a acusação de tentar transportar entorpecentes para o Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde. Apesar de ganhar o direito de responder ao processo fora do cárcere, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas, proibindo-o expressamente de portar qualquer substância ilícita ou acessar unidades prisionais sem fiscalização.
A prisão foi o desfecho de uma operação integrada das forças de segurança, motivada por denúncias anônimas que indicavam que um advogado estaria aproveitando suas prerrogativas profissionais para entrar com drogas no presídio. A ação contou com o suporte estratégico do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), por meio da Companhia GIRO, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AC) e os setores de inteligência das polícias Militar e Penal.
Com o levantamento de dados sobre o suspeito, as equipes policiais montaram um cerco na Alameda Sabiá, localizada no bairro Distrito Industrial, região que dá acesso ao complexo prisional. O alvo foi localizado como passageiro em um veículo VW Gol, que prestava serviço de transporte por aplicativo. No momento da abordagem, houve certa resistência, uma vez que o condutor demorou a obedecer aos comandos de parada, sendo necessário o uso de sinais sonoros e ordens verbais enfáticas até a interceptação do automóvel.
Após a detenção e a confirmação das características repassadas nas denúncias, André Gil foi encaminhado para os procedimentos legais. Na audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, o magistrado entendeu que o advogado poderia ser solto, mas sob condições específicas que visam resguardar a ordem pública e impedir a reiteração criminosa dentro do sistema carcerário do estado. O descumprimento de qualquer uma das restrições impostas pode resultar na revogação imediata da liberdade e no retorno ao regime fechado.
O caso agora segue sob investigação para apurar a origem das drogas e o destino final dentro da unidade penitenciária. Paralelamente ao processo criminal, a conduta de André Gil Afonso Pereira deverá ser analisada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apura infrações éticas e disciplinares. Se condenado, além das penas previstas na Lei de Drogas, o profissional pode enfrentar sanções administrativas que variam desde a suspensão até a exclusão dos quadros da instituição.
