Acre tem pior índice de esgotamento sanitário do país, com apenas 0,7% da população atendida, revela estudo
Redação Notícia Imediata

Um estudo divulgado nesta semana pela IFAT Brasil revelou a gravidade da situação do saneamento básico no Acre. De acordo com os dados, o estado ocupa a última posição no ranking nacional de cobertura de esgotamento sanitário, com apenas 0,7% da população conectada à rede de esgoto tratado, o pior desempenho entre todas as unidades da federação.
O levantamento, que utiliza informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outras fontes oficiais, aponta que em 20 estados brasileiros menos da metade da população tem acesso ao esgoto tratado. No entanto, o Acre é o único estado com índice inferior a 1%, muito abaixo da média da região Norte, que é de 14,7%.
Além da cobertura precária de esgoto, o estudo também revela um cenário preocupante no acesso à água tratada. Apenas 48% dos acreanos estão conectados à rede de abastecimento, colocando o estado na 26ª colocação nacional, à frente apenas do Amapá, que tem índice de 46,9%. No contexto nacional, as regiões Sudeste e Sul apresentam médias de cobertura superiores a 90%, enquanto a média geral da região Norte é de 64,2%.
Enquanto isso, o Distrito Federal lidera o ranking com 99% de cobertura de água tratada e 82% de esgotamento sanitário. Já o estado de São Paulo, embora tenha 71,4% da população com acesso ao esgoto, concentra o maior número absoluto de pessoas sem atendimento adequado: mais de 13 milhões de habitantes.
Os dados evidenciam um descompasso estrutural nas políticas públicas voltadas ao saneamento básico, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. No caso do Acre, o déficit crônico compromete não apenas a qualidade de vida, mas também impacta diretamente na saúde pública e no meio ambiente.
