Acre se mantém como a segunda menor economia do país em novo levantamento do PIB

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Acre se mantém como a segunda menor economia do país em novo levantamento do PIB
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Publicado em 25/12/2025 às 23:43

O cenário econômico brasileiro em 2025 reforça as históricas disparidades regionais, colocando o Acre em uma posição de alerta. De acordo com os dados consolidados do Sistema de Contas Regionais, o estado registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 26 bilhões. Esse montante coloca a economia acreana como a 26ª do ranking nacional, ficando à frente apenas de Roraima, que registrou R$ 25 bilhões no mesmo período.

A representatividade do Acre no contexto nacional permanece tímida, correspondendo a apenas 0,2% de toda a riqueza produzida no Brasil. Para efeito de comparação, o estado de São Paulo, motor econômico do país, possui um PIB de R$ 3,44 trilhões, o que equivale a mais de 130 vezes a produção total do Acre. Essa concentração no Sudeste evidencia o desafio das unidades federativas do extremo Norte em atrair investimentos e diversificar suas matrizes produtivas.

Dentro da própria região Norte, o Acre também ocupa uma posição de retaguarda. Enquanto estados como o Pará (R$ 254 bilhões) e o Amazonas (R$ 162 bilhões) conseguem alavancar seus números através da mineração e do Polo Industrial de Manaus, respectivamente, o Acre enfrenta limitações logísticas severas. O estado ainda busca alternativas para fortalecer sua economia interna e reduzir a dependência excessiva dos repasses federais e do setor público.

Especialistas apontam que a baixa densidade populacional e o isolamento geográfico são fatores que contribuem para esse desempenho. Com uma infraestrutura de transporte ainda em desenvolvimento e custos elevados para o escoamento de produtos, o setor privado encontra barreiras para se expandir. Isso resulta em um PIB nominal que, embora apresente crescimento em relação a anos anteriores, não é suficiente para mudar a posição do estado no ranking nacional.

Apesar dos números modestos, há um potencial latente em setores como o agronegócio sustentável e o comércio transfronteiriço. A integração com os países vizinhos e o aproveitamento da biodiversidade para a economia verde surgem como as principais apostas para elevar o patamar produtivo do estado. No entanto, esses projetos ainda dependem de políticas públicas estruturantes e de uma conectividade digital e física mais eficiente com o restante do país.

Em resumo, o balanço de 2025 mostra que o Acre permanece em um patamar crítico de produção de riqueza. Com um PIB total nacional atingindo R$ 10,9 trilhões, a distância entre as economias periféricas e os grandes centros produtores continua a crescer. O desafio para os próximos anos será transformar a posição estratégica do estado em resultados financeiros reais, visando superar a marca de segunda menor economia do Brasil.

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