Bocalom leva Rio Branco a figurar entre as piores capitais para se viver no Brasil, aponta estudo internacional
Marcos Dione, do Notícia Imediata

A gestão do prefeito Tião Bocalom (PL) tem colocado Rio Branco entre as piores capitais do Brasil em qualidade de vida. É o que mostra o Índice de Progresso Social (IPS) 2025, divulgado nesta semana. Com uma pontuação de apenas 62,29, a capital acreana ocupa o 23º lugar entre as 27 capitais do país.
O levantamento, elaborado pela organização internacional Social Progress Imperative e divulgado no Brasil pela IPS Brasil, mede o bem-estar da população com base em indicadores sociais e ambientais, como acesso à saúde, segurança, educação e oportunidades.
Apesar de promessas de modernização e melhoria dos serviços públicos, a atual administração não conseguiu reverter os gargalos que afetam diretamente a qualidade de vida da população. O resultado é uma cidade que segue estagnada em áreas essenciais, enquanto outras capitais avançam em índices sociais.
Além de Rio Branco, estão no fim da lista Salvador (24ª), Maceió (25ª), Macapá (26ª) e Porto Velho, que amarga o último lugar com apenas 57,25 pontos. Já entre as melhores colocadas aparecem Curitiba, Campo Grande, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte — todas com pontuação superior a 68.
O IPS avalia três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Cada cidade recebe uma nota de 0 a 100, com base em dados objetivos que envolvem desde saneamento básico até direitos individuais e inclusão social.
Na prática, os números revelam o que a população sente diariamente: falta de segurança, deficiências no transporte público, unidades de saúde sobrecarregadas e uma cidade que cresce sem planejamento.
Nos dados por estado, São Paulo, Santa Catarina e Paraná lideram em qualidade de vida. Já Pará, Maranhão e Amapá ficam nas últimas posições do ranking nacional — cenário em que o Acre, infelizmente, também se aproxima.
Enquanto a propaganda institucional tenta maquiar a realidade, os indicadores deixam claro que a capital acreana está longe de oferecer condições dignas de vida para seus habitantes. E isso tem peso direto na responsabilidade da gestão municipal, que, mesmo após anos no comando da cidade, ainda não apresentou soluções eficazes para os principais problemas que afetam os rio-branquenses.
