Pai de bebê desaparecida após mãe ser assassinada na Cidade do Povo é preso por participação no crime

A Polícia Civil do Acre prendeu, na manhã desta terça-feira (29), o ex-marido de Yara Paulino, além de outras sete pessoas suspeitas de envolvimento direto na tortura e morte da jovem de 26 anos, ocorrida no dia 25 de março, na Cidade do Povo, em Rio Branco. A operação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Força Nacional.
Ismael Bezerra Freire, ex-companheiro de Yara, foi apontado pela investigação como uma das pessoas que estavam na residência onde a vítima foi mantida em cárcere e brutalmente agredida antes de ser executada. O irmão dele, que também estava no local, foi preso. Ambos negaram envolvimento no crime, mas a polícia afirma ter provas que contradizem suas versões.
“Ele sempre negou, disse que não esteve perto da casa, mas já conseguimos confirmar que ele estava presente no momento em que Yara era torturada”, afirmou o delegado Leonardo Ribeiro, responsável pelo caso.
Além dos dois, outras seis pessoas foram presas. De acordo com a polícia, a maioria dos envolvidos tem ligação direta com uma facção criminosa e participou ativamente da tortura e execução da jovem. Uma das pessoas detidas seria uma liderança da organização criminosa e teria dado a ordem para a execução de Yara.
Durante coletiva de imprensa, o delegado também comentou sobre o desaparecimento da filha da vítima, que até o momento não foi localizada. “A gente ainda não sabe o paradeiro da criança. Nossa expectativa é encontrá-la com vida. Mas, por enquanto, preferimos não divulgar mais informações para não comprometer as investigações”, afirmou.
A operação, que teve como alvo endereços dentro e fora da Cidade do Povo, prendeu suspeitos que já estavam sendo monitorados desde o início das investigações. O crime teve grande repercussão no estado e gerou comoção nas redes sociais, principalmente pela brutalidade dos atos cometidos contra a jovem.
A Polícia Civil continua investigando a motivação do crime, que pode ter sido ordenado como parte de um suposto “tribunal do crime”. Novas diligências seguem em andamento.
