Policial acusado de assediar mulher e matar o namorado dela na Expoacre volta a ter liberdade negada pela Justiça
Redação Notícia Imediata

O policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva teve mais uma vez negado o pedido de liberdade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (25), reforçando a manutenção da prisão preventiva do agente, acusado de homicídio qualificado, tentativa de feminicídio e importunação sexual.
Raimundo Nonato é réu pela morte de Wesley Santos da Silva, de apenas 20 anos, baleado na madrugada do dia 8 de agosto de 2023, durante a última noite da Expoacre. Além de Wesley, a namorada dele, Rita de Cássia, também foi ferida a tiros na confusão que se instalou dentro do Parque de Exposições Wildy Viana.
Pronunciado a júri popular em agosto de 2024, Raimundo já havia tido um pedido de liberdade negado pelo juiz Robson Ribeiro Aleixo. A defesa, comandada pelo advogado Wellington Silva, insistiu em converter a prisão preventiva em medidas cautelares, argumentando que o réu possui bons antecedentes, não representa risco de fuga e que o fim da fase de instrução criminal justificaria a mudança.
“Não há elementos concretos que demonstrem que sua liberdade irá comprometer a ordem pública ou interferir no processo”, alegou o defensor.
Mesmo assim, a desembargadora Denise Bonfim manteve a prisão. Ela destacou que a decisão inicial foi colegiada pela Câmara Criminal e, portanto, não poderia ser revertida de forma individual. Além disso, negou qualquer ilegalidade na manutenção da medida restritiva.
“Concluo que os pressupostos que autorizam a concessão da liminar requerida não estão presentes, levando-me a indeferi-la”, afirmou Bonfim.
Com isso, Raimundo Nonato segue preso e aguarda a data para o julgamento em júri popular.
