“Tive muito medo de morrer, mas não vão me calar”, afirma jornalista Chico Melo após ter casa invadida em Cruzeiro do Sul

Redação Notícia Imediata

“Tive muito medo de morrer, mas não vão me calar”, afirma jornalista Chico Melo após ter casa invadida em Cruzeiro do Sul
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Publicado em 22/07/2026 às 10:49

“Eu tive muito medo de morrer. Essa é a verdade. Foi uma madrugada de terror”, relatou o jornalista e diretor da Rádio Integração, Chico Melo, ao afirmar nesta quarta-feira, 22, que não será silenciado após ter a sua casa invadida em Cruzeiro do Sul. Ele declarou que continuará exercendo a profissão apesar do atentado e mandou um recado direto aos agressores: “Vão ter que tirar minha vida para que possam me calar, porque eu estou aqui cumprindo o meu papel de jornalista”.

O crime ocorreu durante a madrugada, quando homens armados invadiram a residência do comunicador. Segundo o relato de Chico, os invasores o agrediram fisicamente, apontaram uma arma contra a sua cabeça e reviraram o local em busca de documentos ligados à emissora de rádio. Devido aos ferimentos decorrentes das agressões sofridas no ataque, o jornalista precisou ser encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico.

Apesar de demonstrar apreensão com os desdobramentos do ato violento, Chico Melo reiterou seu posicionamento em entrevista concedida ao programa Jornal da Manhã. Ele admitiu que teme por sua vida e pela segurança de seus familiares, mas frisou que o medo não irá interromper o seu trabalho investigativo e informativo à frente dos microfones e da gestão da emissora.

Sobre o material procurado pelos criminosos durante a invasão, o jornalista informou que todos os documentos serão devidamente encaminhados às autoridades policiais. Ele cobrou providências urgentes dos órgãos de segurança pública para que o caso seja investigado com rigor e os responsáveis pela ação criminosa e pelas ameaças sejam identificados e punidos.

Em nota oficial, o Grupo Integração manifestou total solidariedade ao seu diretor e prestou apoio diante do episódio. A instituição reforçou publicamente o compromisso de continuar defendendo a liberdade de imprensa, o direito à informação e a apuração transparente de fatos de interesse da sociedade.