Acre lidera taxa de analfabetismo na região Norte com 8,9% da população sem saber ler nem escrever

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Acre lidera taxa de analfabetismo na região Norte com 8,9% da população sem saber ler nem escrever
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Publicado em 23/06/2026 às 10:59

O Brasil alcançou uma marca histórica em 2025 na redução do analfabetismo, com a taxa nacional caindo para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, o menor nível já registrado pela PNAD Contínua. Apesar do avanço geral no país e da queda expressiva no período pós-pandemia, os dados consolidados revelam profundas disparidades regionais que persistem no território brasileiro, evidenciando que o ritmo de erradicação do analfabetismo ocorre de forma desigual entre as unidades da federação.

Nesse cenário, conforme os dados apresentados no mapa da publicação image.png, o estado do Acre chama a atenção com uma taxa de analfabetismo de 8,9%. O índice posiciona o estado em um patamar de alerta (representado na faixa verde-claro do mapa), indicando que quase uma a cada dez pessoas com mais de 15 anos no estado ainda não sabe ler ou escrever um texto simples.

O número do Acre ganha um peso ainda maior quando comparado às médias regionais. Com seus 8,9%, o estado possui o maior índice de analfabetismo de toda a Região Norte, cuja média geográfica é de 5,7%. Enquanto estados vizinhos como o Amazonas (4,3%) e Rondônia (5,1%) apresentam desempenhos significativamente melhores, o Acre se aproxima mais dos patamares observados na Região Nordeste, que detém a maior média do país (10,6%).

Por outro lado, sob uma perspectiva global, há um ponto de relativo alívio: a taxa acreana de 8,9% ainda permanece abaixo da média mundial de analfabetismo, que se posiciona em 12,3%. Contudo, o contraste com a média nacional de 4,9% e com os estados do Sul e Sudeste (que registram taxas próximas a 2%) reforça que a população do Acre enfrenta barreiras socioeconômicas e geográficas severas no acesso à alfabetização básica.

Os dados expostos em image.png deixam claro que, embora o Brasil celebre a redução de analfabetos para cerca de 8,4 milhões de pessoas, a universalização da escrita e da leitura ainda é um objetivo distante no extremo oeste do país. Para o Acre, o desafio atual reside em desenhar políticas públicas de educação de jovens e adultos (EJA) focadas e integradas, capazes de acelerar o ritmo de alfabetização e corrigir essa distorção histórica em relação ao restante da federação.

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