Aviso macabro na Ufac ameaça matar estudantes de Jornalismo e dar corpos para onças comerem

Redação Notícia Imediata

Aviso macabro na Ufac ameaça matar estudantes de Jornalismo e dar corpos para onças comerem
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Publicado em 17/06/2026 às 17:25

Um aviso colado nos murais do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) acendeu um misto de surpresa e debate entre os acadêmicos nos últimos dias. O cartaz, direcionado aos “caros comunicadores”, cobra de forma enfática a manutenção da limpeza do espaço coletivo, exigindo que os estudantes lavem seus talheres e limpem as mesas após o uso. No entanto, o tom hiperbólico utilizado para ilustrar as consequências do descumprimento chamou a atenção ao simular ameaças explícitas de violência física e ocultação.

O texto do comunicado adverte que, caso as regras de convivência e higiene não sejam cumpridas, o infrator será “amordaçado, jogado dentro de um porta-malas e arremessado na jaula da onça do Parque Chico Mendes”. A menção gráfica a métodos comumente associados a crimes violentos e ao sumiço de corpos ecoou de forma ambígua nos corredores da instituição. Para alguns alunos de jornalismo — área sensível à cobertura de direitos humanos e segurança pública —, a escolha das palavras evocou dinâmicas reais de intimidação, causando desconforto inicial.

Por outro lado, o tom da mensagem dividiu opiniões e também foi interpretado sob a ótica do humor ácido e do regionalismo. Em publicações nas redes sociais que circularam entre a comunidade acadêmica, internautas destacaram a iniciativa como uma “forma carinhosa, criativa e regional de dizer ‘deixe tudo limpo'”. O uso do Parque Chico Mendes, um ponto turístico e ecológico conhecido de Rio Branco, funcionou para muitos como uma piada interna local, desarmando a literalidade da violência expressa no papel.

O episódio levanta uma discussão comum no ambiente universitário sobre os limites da comunicação interna e o uso da sátira em espaços institucionais. Enquanto a intenção original do cartaz pareça ter sido o engajamento através da ironia para resolver um problema crônico de sujeira, o impacto visual e textual de termos ligados a crimes de morte ressalta como a recepção de uma mensagem pode fugir ao controle de seus criadores, transformando um simples puxão de orelha doméstico em pauta de debates na faculdade.