Dona do Notícia Imediata leva grito de assessor e repórter é barrado e empurrado por PM em solenidade de Mailza

Redação Notícia Imediata

Dona do Notícia Imediata leva grito de assessor e repórter é barrado e empurrado por PM em solenidade de Mailza
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Publicado em 16/06/2026 às 10:30

A solenidade em comemoração ao aniversário de emancipação política do Acre, realizada na Gameleira, foi marcada por episódios de hostilidade e cerceamento ao trabalho da imprensa. O jornalista e empresário Marcos Dione, proprietário deste veículo de comunicação, manifestou público repúdio às agressões sofridas por sua equipe e familiares: o repórter Gilsomar Oliveira, que é seu tio, e a jornalista, assessora do Deracre e sócia de sua agência de publicidade, Euza Gomes Oliveira, que é sua mãe. O caso gerou forte indignação pela conduta dos envolvidos na organização e segurança do evento oficial.

O primeiro incidente ocorreu logo no acesso à solenidade. O repórter Gilsomar Oliveira foi impedido de entrar no recinto por agentes de segurança, impossibilitando o início de sua cobertura jornalística. O bloqueio só foi desfeito após a intervenção direta de Marcos Dione, que se deslocou até a portaria do evento e utilizou suas prerrogativas de diretor do jornal para que a entrada do profissional fosse finalmente liberada pelas grades de isolamento.

Mesmo após o acesso garantido, o profissional voltou a ser alvo de hostilidade no exercício de suas funções. Gilsomar Oliveira sofreu agressão física ao ser empurrado por um policial militar que atuava na segurança da solenidade. “É inaceitável que um profissional devidamente credenciado e em pleno exercício de seu dever de informar seja tratado com truculência por agentes do Estado, cuja obrigação principal deveria ser garantir a segurança e a ordem”, declarou Marcos Dione.

A escalada de intimidações também atingiu a jornalista Euza Gomes Oliveira, que cobria o evento como assessora de comunicação do Deracre. Ela foi hostilizada por um assessor da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). O episódio foi classificado pela direção do jornal como um claro abuso de autoridade e um desrespeito grave à integridade de uma profissional experiente no mercado de comunicação acreano.

Marcos Dione lamentou o posicionamento dos agressores e defendeu o livre exercício do jornalismo como pilar democrático. “O que ocorreu na Gameleira foi um ataque frontal à liberdade de imprensa. Minha mãe, Euza, e meu tio, Gilsomar, são profissionais dedicados e respeitados. Condutas autoritárias como essas, vindas de servidores públicos, tentam intimidar quem trabalha de forma honesta e não passarão em branco”, pontuou o empresário.

A despeito dos incidentes causados por terceiros, a direção deste veículo fez questão de isolar a conduta dos agressores da figura da chefe do Executivo estadual. O jornal reafirma publicamente seu compromisso institucional e apoio à governadora Mailza Assis, destacando que as atitudes isoladas de um policial e de um assessor de comunicação não refletem o espírito republicano e o respeito que a governadora sempre demonstrou para com a imprensa local.

Por fim, a direção do jornal informou que está acionando formalmente os órgãos competentes para que medidas administrativas e disciplinares sejam adotadas com urgência. É solicitada uma apuração rigorosa sobre a conduta do policial militar e do assessor da Secom envolvidos, exigindo-se garantias e protocolos eficazes para que atos de violência e censura contra profissionais da comunicação não se repitam em eventos oficiais do Estado.