Vereador inútil, Samir Bestene diz que “Deus está a frente” de sua pré-candidatura a deputado estadual
Marcos Dione, do Notícia Imediata

Com um mandato marcado pela ausência de projetos de relevância e omissão na fiscalização dos contratos milionários da gestão do ex-prefeito Tião Bocalom, o vereador de Rio Branco, Samir Bestene, tenta agora desviar o foco de sua inexpressiva atuação parlamentar ao lançar sua pré-candidatura a deputado estadual amparado em um forte discurso religioso, colocando “Deus à frente” de suas pretensões eleitorais.
O forte apelo à fé adotado por Samir Bestene serve como pano de fundo para tentar pavimentar seu caminho rumo à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), uma estratégia comum em redutos conservadores. No entanto, o uso da retórica religiosa contrasta diretamente com o histórico de seu mandato na Câmara Municipal, amplamente criticado por setores da sociedade e analistas políticos. Para os críticos, a postura do parlamentar reflete um oportunismo político que tenta utilizar o sentimento sagrado da população para encobrir a falta de resultados práticos no legislativo municipal.
A principal cobrança sobre o vereador reside na falta de protagonismo e na baixa produtividade ao longo dos últimos anos. Enquanto Rio Branco sofria com problemas crônicos de infraestrutura e serviços básicos, Bestene não apresentou nenhum projeto de lei de impacto real ou estrutural para melhorar a vida dos cidadãos riobranquenses. Sua atuação limitou-se a pautas burocráticas e periféricas, alimentando a marca de um mandato apagado e inútil para as reais demandas da capital acreana.
Além da escassez de propostas relevantes, pesou contra o parlamentar a sua total passividade diante da gestão do ex-prefeito bolsonarista Tião Bocalom. Samir Bestene falhou gravemente em cumprir o papel constitucional de fiscalizar o dinheiro público, silenciando e se omitindo perante contratos vultosos e obras públicas que careciam de transparência. Agora, diante do desgaste de uma legislatura inerte, o pré-candidato desafia o eleitor a esquecer o balanço de suas omissões em troca de promessas futuras baseadas no discurso religioso.
