Aluno que matou inspetoras no São José pode ter sido desafiado por colegas a efetuar tiros na escola, aponta investigação

Redação Notícia Imediata

Aluno que matou inspetoras no São José pode ter sido desafiado por colegas a efetuar tiros na escola, aponta investigação
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Publicado em 27/05/2026 às 15:51

A investigação realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), aponta que o adolescente de 13 anos responsável pelo ataque que tirou a vida de duas funcionárias do Instituto São José, no início de maio, em Rio Branco, teria agido após ser provocado por dois colegas de classe. Registros de câmeras de segurança indicam que essa interação ocorreu no banheiro da instituição pouco antes da tragédia. Apesar do teor da conversa, os envolvidos demonstravam aparente calma nos momentos que antecederam as agressões.

Logo após o diálogo, o adolescente saiu sozinho do banheiro e subiu as escadas em direção aos corredores do colégio. As imagens do circuito interno mostram o estudante se escondendo atrás de uma pilastra, aguardando o momento em que uma das servidoras ficasse de costas para iniciar o ataque. Ao ser atingida pelo primeiro disparo, o barulho chamou a atenção de uma segunda colaboradora em um corredor próximo, que também acabou sendo baleada ao notar a situação.

ilustração gerada por IA

Dinâmica do ocorrido: Logo após os tiros iniciais, o estudante se aproximou das duas vítimas caídas e disparou novamente contra elas. Em seguida, ele retornou em direção às escadas, realizou a troca do carregador da arma e passou a atirar de forma aleatória pelo colégio.

Os registros capturaram o cenário de completo pânico, correria e desespero que tomou conta da comunidade escolar, com alunos e funcionários tentando se esconder e fugir dos disparos. As forças de segurança e equipes policiais foram acionadas imediatamente após o início dos tiros para conter o menor e isolar a área.

O caso segue em investigação rigorosa pelas autoridades policiais. O foco atual está na análise detalhada das imagens de monitoramento, nos depoimentos das testemunhas e nos materiais apreendidos, buscando esclarecer a motivação exata do aluno e identificar se houve a participação de outras pessoas no planejamento da ação criminosa.

Com informações do Notícias da Hora