Com o Acre em destaque regional, Norte registra maior índice de casas próprias do país
Redação Notícia Imediata

Com base nos dados da PNAD Contínua 2025 apresentados pela Brasil em Mapas, o cenário da habitação no Brasil revela que 67% da população vive em imóveis próprios, sejam eles quitados ou financiados. Esse número representa um avanço em relação a 2022, quando o índice era de 63%, totalizando agora cerca de 149 milhões de pessoas em domicílios próprios. No contexto global, o país supera levemente a média mundial de 65%, aproximando-se do patamar da União Europeia.
Na análise regional, o Norte do Brasil se destaca com o maior percentual de proprietários, atingindo 72,3% da população. Embora o texto da imagem não detalhe a porcentagem específica do Acre, o estado está inserido nesta região de liderança, onde a proporção de residências próprias é superior à de grandes centros urbanos, como o Sudeste (64,4%) ou o Centro-Oeste, que detém o menor índice nacional com 60%.
A disparidade entre as unidades federativas é acentuada. Enquanto o Maranhão lidera o ranking nacional com 80,5% de casas próprias, o Distrito Federal aparece na lanterna com apenas 55,3%. Para estados da região Norte, como o Acre, esses índices elevados de propriedade refletem um mercado imobiliário onde a cultura da posse da terra e da casa própria é mais consolidada do que a dependência do mercado de locação visto em Brasília ou Goiás.
Um dado relevante do relatório é a distinção entre o imóvel quitado e o financiado. Do total de 79,3 milhões de domicílios no país, a grande maioria dos proprietários (60,2%) já possui o imóvel totalmente pago. Apenas uma pequena parcela de 6,8% ainda está em processo de financiamento, o que sugere que o acesso à moradia no Brasil, inclusive em estados amazônicos como o Acre, ainda é fortemente baseado na aquisição direta ou construção gradual.
Por fim, o levantamento mostra que o mercado de aluguel abrange 23,8% dos domicílios, o que equivale a 18,9 milhões de unidades. Em estados com características geográficas e sociais como as do Acre, a estabilidade habitacional demonstrada pelos altos índices da região Norte aponta para uma preferência pela segurança patrimonial. Os dados de 2025 confirmam que, apesar dos desafios econômicos, o sonho da casa própria continua sendo uma realidade para a maioria dos brasileiros.
