Ricco tem contas e frota sucateada bloqueadas pela justiça em meio a paralização

Redação Notícia Imediata

Ricco tem contas e frota sucateada bloqueadas pela justiça em meio a paralização
Publicado em 22/04/2026 às 12:50

O sistema de transporte coletivo em Rio Branco enfrenta um momento de profunda crise, agravado por uma paralisação recente dos motoristas de ônibus. Diante da interrupção dos serviços e do impasse entre trabalhadores e empregadores, a Justiça do Trabalho interveio de forma rigorosa nesta quarta-feira (22), determinando o bloqueio imediato de contas bancárias e veículos pertencentes à empresa Ricco Transportes e Turismo Ltda.

A decisão judicial não se limitou apenas à operadora principal, estendendo as sanções a outras companhias identificadas como integrantes do mesmo grupo econômico. A medida busca garantir que existam recursos disponíveis para honrar compromissos financeiros urgentes, servindo como uma resposta direta ao cenário de instabilidade que afeta milhares de usuários do transporte público na capital acreana.

O despacho foi assinado pelo juiz do Trabalho substituto Felipe Taborda, atendendo a um pedido protocolado em uma Ação Civil Pública. O processo foi movido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), que representa a categoria dos motoristas e demais funcionários do setor em busca de assegurar os direitos da classe em meio ao conflito.

No centro da disputa judicial estão denúncias de descumprimentos reiterados de obrigações trabalhistas por parte das empresas envolvidas. Segundo os fundamentos da ação, as companhias teriam falhado sistematicamente em cumprir deveres básicos com seus colaboradores, o que motivou a paralisação das atividades e a necessidade de uma intervenção estatal para mediar o prejuízo causado aos trabalhadores.

Com o bloqueio dos bens e ativos financeiros, a expectativa é que a pressão jurídica force uma resolução mais célere para o impasse. Enquanto os veículos e as contas permanecem retidos judicialmente, a prefeitura e os órgãos reguladores acompanham o desdobramento do caso para tentar restabelecer a normalidade do fluxo de ônibus e garantir o direito de ir e vir da população.

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