Tio sofre AVC após saber que irmã foi feita refém durante execução do sobrinho em Rio Branco

Marcos Dione, do Notícia Imediata

Tio sofre AVC após saber que irmã foi feita refém durante execução do sobrinho em Rio Branco
Publicado em 04/03/2026 às 11:19

O impacto emocional da violência resultou em mais uma vítima indireta em Rio Branco. Um homem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) após receber a notícia de que sua irmã havia sido feita refém por criminosos armados durante a invasão à casa da família, no bairro Belo Jardim II. Na mesma ação, o sobrinho dele foi executado a tiros dentro da residência.

Segundo familiares, o estado de desespero do homem foi provocado principalmente pela preocupação com a irmã, mãe do jovem assassinado, que ficou sob a mira de armas enquanto os criminosos aguardavam o momento de atacar. Ele passou mal pouco depois de tomar conhecimento da situação e foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece internado.

O crime aconteceu na manhã de domingo (1º), na Travessa Gonzaga, no Segundo Distrito da capital acreana. De acordo com informações repassadas às autoridades, cerca de oito homens armados invadiram o imóvel.

Os suspeitos renderam a mãe do jovem e a mantiveram refém dentro da própria casa. Eles aguardaram até que o rapaz acordasse e, em seguida, efetuaram diversos disparos contra ele, que morreu no local antes da chegada do socorro. Após a execução, o grupo fugiu.

O jovem utilizava tornozeleira eletrônica e, conforme informações apuradas, tinha envolvimento com facções criminosas. Ele respondia em liberdade por crimes como homicídio e assalto.

Equipes da Polícia Militar estiveram no local e isolaram a área para os trabalhos da perícia. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

Além da perda do jovem, a família enfrenta agora a preocupação com o estado de saúde do tio, que sofreu o AVC após o choque emocional causado pela notícia de que a irmã havia sido feita refém durante a ação criminosa.

O caso evidencia, mais uma vez, como a violência urbana deixa marcas profundas não apenas nas vítimas diretas, mas também em seus familiares.